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Um guia dos juros

Guarulhos, 13 de junho de 2002

arteSaiu a pesquisa de juros da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) referente ao mês. Ela mostra uma queda nas taxas cobradas pelas financeiras para empréstimos à pessoa física. Também caíram os juros do cheque especial. Já os bancos elevaram um pouco a taxa cobrada nos empréstimos pessoais. Na média, a Anefac calculou que as taxas médias de juros em maio (incluindo crediário, empréstimos pessoais, cartão de crédito) caíram 0,76%, um percentual muito pequeno.

No comércio, não houve movimento. Os juros cobrados em maio (6,62%) ficaram no mesmo patamar de abril. Quem faz uma prestação em 12 vezes, paga juros de 115,81% no ano.

O mesmo ocorreu no cartão de crédito: os juros no rotativo não se mexeram. Eram de 10,47% em abril e permaneceram assim em maio. Ao ano, os juros do cartão de crédito são de fazer o queixo cair: 230,32%.

Uma pequena queda nos juros do cheque especial foi detectada pela Anefac: eles caíram de 9,85% em abril para 9,82% em maio. A baixa foi de 0,30%. Ao ano, os juros do cheque especial estão em 207,74%.

A menor taxa de juros é a cobrada no Crédito Direto ao Consumidor (CDC) pelos bancos. Estava em 3,76% em abril e ficou no mesmo lugar em maio. Ao ano, ela bate em 55,73%. Este é um tipo de empréstimo específico para a compra de um determinado bem.

O empréstimo pessoal nos bancos cobrou taxa de 5,13% em maio. Em relação a abril, houve uma alta já que a taxa naquele mês era de 5,09%. Ao ano, quem toma um empréstimo pessoal paga taxa de 82,27%.

Historicamente, as financeiras têm cobrado sempre os juros mais altos nas operações de crédito. Em abril, eles estavam em 11,60%. Caíram para 11,25% em maio (queda de 3,02%), mas ao ano continuam assustando: chegam a 259,42%.

A Anefac tirou a média das taxas de juros de todas essas modalidades de crédito e descobriu ela ficou em 7,84% em maio (contra 7,90% em abril).