Supermercados crescem quase 8% em um ano
O Índice Nacional de Vendas, divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), registrou crescimento de 7,86% no faturamento em maio em relação ao mesmo mês do ano passado
Já em relação a abril, houve queda 5,43%. Ambos os resultados já estão deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que no mês passado teve variação de 0,28%.
Em valores nominais, houve queda de 5,16% em comparação com abril e alta de 11,29% sobre maio de 2006. No ano, até maio, o índice acumula crescimento de 6,81%.
O presidente da Abras, Sussumu Honda, justificou a queda de maio em relação a abril ao fato de a Páscoa, segunda melhor data para os donos de supermercados, ter ocorrido na primeira semana de abril. Mesmo assim, ele disse que o crescimento se mantém consistente ao longo do ano, puxado principalmente pelo aumento de consumo das classes C e D.
Pesquisa da Latin Panel mostrou que os lares brasileiros estão consumindo mais, o que também contribuiu para a alta acumulada. De janeiro a maio, cada casa aumentou em média 3% o volume de compras. “Esses números refletem cinco meses de otimismo. A pesquisa da Latin Panel, feita em 8,2 mil domicílios, que representam 82% da população e 91% do potencial de compra, identifica novos compradores e mais idas ao ponto de venda”, afirmou Honda.
Mas ao contrário do que ocorreu ao longo de todo o ano passado, quando o crescimento do volume de vendas superou o do faturamento, neste ano observa-se uma inversão: o volume continua crescendo, mas em ritmo menor que o faturamento. De janeiro até abril, o volume cresceu 3,2%, segundo dados da Nielsen. Essa diferença entre volume e faturamento, na opinião de Honda, reflete um novo patamar de compras, com recuperação consistente de preços.
“Isso não significa que os preços estão subindo desproporcionalmente. Ao contrário, os donos de supermercados estão conseguindo recuperar as perdas do ano passado”, disse o presidente da Abras. O índice AbrasMercado, cesta que mede a variação de preços de 35 produtos de largo consumo, feita pela GfK Indicator, corrobora essa afirmação. Em maio, o índice teve alta nominal de 0,86% em relação a abril, alcançando R$ 203,76.
Descontada a inflação registrada no mês (0,28%), a alta foi de 0,58%. Em comparação com maio de 2006, quando a cesta custava R$ 193,67, houve alta real de 1,97%.
No ano, o AbrasMercado acumula alta de 3,71%, contra 1,79% do IPCA, o que, segundo Honda, “confirma o momento de recuperação de preços”. Por esse motivo também, a entidade vai rever para cima, no próximo mês, a previsão de crescimento do faturamento para 2007, que era de 4% e deverá ficar acima de 5%.







