Redes que valem ouro
Como o Brasil é um dos líderes em uso de sites de relacionamento – só superado pela China e pelos Estados Unidos – e deve atingir a marca de 76 milhões de pessoas em 2012, segundo a agência de inteligência digital eMarketer, as empresas estão fazendo de tudo para participar desses serviços, mas precisam ser criativas para se destacar nesses disputadíssimos espaços virtuais. Afinal, as pessoas passam mais tempo em seus aplicativos e redes sociais hoje do que procurando algum site na web.
É um fenômeno sem prazo de validade, e neste momento as empresas preferem acreditar nele usando os sites de relacionamento para marketing, sair atrás de clientes, fidelizar consumidores e incrementar vendas. Há algum tempo elas se preparam para essa revolução. Muitos resultados vêm com a recomendação (a tal reputação) feita pelos usuários. Institutos de pesquisa têm avaliado a importância dessas recomendações de contatos e amigos e como eles influenciam outras pessoas na hora da compra. Um estudo global e recente da Nielsen mediu essa percepção na tomada de decisões e concluiu que a recomendação de amigos ganha disparado (90%) de outras fontes de promoção, como sites das marcas, notícias em veículos tradicionais, publicidade.
“Rede social também serve para gerar negócios e já é possível realizar qualquer transação comercial por meio do Facebook”, diz Fernando Taralli, presidente da VML, agência digital associada ao grupo Newcomm de Roberto Justus e com um portfólio de grandes clientes no Brasil e exterior. São vários os casos de empresas de varejo que estão usando o FB para promoções. Mas Guilherme Rios, diretor da Social Agency, enfatiza que elas precisam saber gerenciar esse engajamento das pessoas não apenas na quantidade do botão Curtir, dos comentários e dos compartilhamentos acumulados. É preciso engajá-las e avaliar como elas reagem à marca e como se motivam.





