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Quanto mais próximo do cliente, melhor

Guarulhos, 14 de janeiro de 2003

arteO consumidor que mora em grandes centros valoriza cada vez mais conveniência e comodidade. No dia a dia, ao sair para fazer compras, ele opta por estabelecimentos comerciais próximos de casa ou do trabalho. O objetivo é chegar logo à loja, mesmo que passe horas fazendo compras e, para isso, está disposto até a pagar mais. Assim, o ideal é que o lojista, na hora de escolher o ponto comercial, leve em conta a clientela que deseja atingir ou tenha como público-alvo a vizinhança.

Pesquisa realizada em São Paulo pela Geografia de Mercado, empresa de pesquisas empresariais, mediu o tempo que o consumidor metropolitano quer gastar para chegar aos estabelecimentos.

De acordo com a pesquisa, os consumidores não querem gastar mais do que cinco minutos de carro ou a pé para chegar à padaria, atividade repetida diariamente. Da mesma forma, dez minutos é considerado o tempo limite no trajeto para a agência bancária. No caso do hipermercado, 15 minutos é tempo considerado suficiente e 20 minutos, o máximo para ir a pé ou de carro até um shopping center. Nada mais do que meia hora para ir até um home center.

Thais Helena de Lima Nunes, consultora do Sebrae, concorda com o resultado da pesquisa. “Cada vez mais o consumidor quer comodidade e conveniência. Hoje, já não basta ter os quatro Ps básicos do comércio (produto, preço, promoção e praça)”, afirma. De acordo com a consultora, é preciso também ter “Ciume”, ou seja, comodidade, imagem, utilidade, mordomia e estimativa de preço, para poder sair na frente da concorrência. “Oferecendo conveniência ao cliente, atrelado à qualidade, tanto do produto quanto do serviço, o preço pode até ser maior que o consumidor paga”, analisa.

Sonilda Lima