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Política volta a gerar cautela no mercado financeiro

Guarulhos, 01 de agosto de 2005

A crise política voltou a ser motivo de cautela no mercado financeiro interno. Às 12h04, o dólar subia 0,29%, vendido a R$ 2,387, apesar do superávit “robusto” da balança comercial em julho. A Bolsa de Valores de São Paulo recuava 0,15%.

A semana começa agitada no cenário político, com a expectativa do depoimento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu ao Conselho de Ética da Câmara, nesta terça-feira, e com a denúncia de que Roberto Marques, seu assessor pessoal, teria sido autorizado a sacar R$ 50 mil de uma das contas das empresas do publicitário Marcos Valério –suposto operador do esquema de “mensalão” no Congresso.

O dólar chegou a cair até 0,21% logo após a divulgação da balança comercial, que apresentou superávit de US$ 5,011 bilhões em julho, volume 24% superior ao do mês anterior. No ano, o saldo está positivo em US$ 24,678 bilhões, um avanço de 33,6% sobre igual período do ano passado.

A Bolsa de Valores de São Paulo também tentou subir, chegando a registrar alta de 0,36% no início dos negócios, mas não sustentou o movimento, principalmente por conta da instabilidade nos EUA.

O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recua 0,11%. A Bolsa eletrônica Nasdaq sobe 0,27%.

Mesmo com expectativa em torno da situação política interna, o risco Brasil –que mede a confiança dos estrangeiros no país– recua 0,49%, para os 399 pontos.