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Pesquisa Livre

Guarulhos, 23 de junho de 2008

O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou pesquisa com embriões, encerrando uma disputa entre religiosos e cientistas que já durava algum tempo. A ciência não tem limites para as suas pesquisas; se assim não fosse não teria havido um número enorme de pesquisas aprovadas e já em uso. Vamos ficar com a ciência e esperar que o Vaticano venha a público com a sua palavra séria, definindo o que entende por liberdade da ciência, embora numerosas pesquisas foram rebatidas em sessões a que compareceu o ilustre brasileiro Crodowaldo Pavan, professor de genética nas Universidades de São Paulo (USP) e do Texas.

Transcrevo d O Estado de S. Paulo de 30/05 a seguinte frase: “Por margem apertada, 6 votos a 5, o STF considerou que não fere a Constituição o artigo 5. da Lei de Biossegurança, que permite esse tipo de experimento para fins terapêuticos. A partir de células-tronco embrionárias, é possível reproduzir em laboratório qualquer tecido do corpo humano, o que representa esperança de cura para vítimas de doenças hoje sem tratamento.” O nosso DC de 30/05 foi mais além, dando a seguinte manchete: O embrião de uma nova ciência.

Nós estamos na Idade da Ciência, empenhada em descobrir o tratamento de moléstias até agora consideradas inacessíveis aos cientistas, algumas delas fatais, infelizmente, e que podem se manifestar ao longo da vida; portanto, os possuidores de certas moléstias estão condenados, pois algumas ainda não têm cura.

Tudo depende do acerto dos tratamentos a que são submetidos determinados doentes, em geral sem esperança de cura da parte dos dedicados médicos. Foi assim com outras moléstias no passado. Encontrada a cura, salvaram-se milhões de indivíduos doentes.

É uma luta que a Ciência faz contra a moléstia desconhecida ou conhecida e não medicada suficientemente. A Ciência tem perdido e tem ganhado, inclusive com o trabalho de modestos pesquisadores, que se dedicam livremente, procurando uma saída para a cura. Alguns têm sorte e a doença já tem uma cura, porém muitos ainda não, dependendo da ciência.

É a disputa entre a vida e a morte. Nós temos a esperança em que a ciência acabe vencendo esse paredão de infortúnio que é o desconhecimento de certas curas.

João Scantimburgo é membro da Acadêmia Brasileira de Letras