Pequenos faturam 3% mais
O faturamento real das micros e pequenas empresas do varejo paulista cresceu 3% em fevereiro em relação a igual período de 2006. Segundo a Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o resultado foi melhor que o verificado em janeiro, quando as receitas aumentaram apenas 0,6% – dado revisado para baixo (o original era de 0,8%) – sobre janeiro de 2006.
No acumulado do primeiro bimestre, as vendas cresceram 1,7% em relação a igual intervalo do ano passado.
Para o presidente da entidade, Abram Szajman, o resultado pode ser considerado razoável. Isso porque, em 2006, as empresas tiveram bom desempenho: alta de 6,5% no faturamento real. “Os números que estamos registrando, por enquanto, não representam tendência de longo prazo.”
Crédito – Szajman acrescentou que o crédito deve ser o principal fator de sustentação das vendas, considerando que o aumento da renda dos consumidores deve ser mais modesto neste ano.
Apenas três grupos foram responsáveis pelo desempenho positivo das micros e pequenas empresas do varejo em fevereiro, em relação a igual período do ano passado. Todos foram influenciados pelo volume de crédito disponibilizado às pessoas físicas. O melhor comportamento foi verificado em móveis e decorações, com faturamento real 20,1% maior no mês. Os segmentos de vestuário, calçados e tecidos e de eletroeletrônicos apresentaram altas de 19,1% e 12%, respectivamente.
Na mesma base de comparação, foram verificadas quedas nas receitas dos grupos alimentos e bebidas (menos 11,4%), autopeças e acessórios (baixa de 9,4%), materiais de construção (redução de 6,3%) e farmácias e perfumarias (menos 1,6%). A PCPV é apurada mensalmente pela Fecomercio-SP desde 2004 em cerca de 600 estabelecimentos. (AE)







