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Lojas de conveniência aumentam lucros

Guarulhos, 11 de junho de 2002

arteFoi-se o tempo em que os postos de gasolina serviam apenas para abastecer o tanque, trocar o óleo, lavar o carro, consertar um pneu no borracheiro e no máximo comprar um cigarro ou um refrigerante. Desde o fim da década de 80, quando chegaram tardiamente ao Brasil, as lojas de conveniência unidas às estações de serviços têm sido uma saída para os donos de postos para aumentar os lucros.

Por isso, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) lança hoje a primeira edição da Expo Postos & Conveniência, feira internacional sobre o tema que deverá acontecer no Riocentro em abril do ano que vem. Pelas previsões do Sindicom, até 2005 serão investidos R$ 1,27 bilhão para triplicar o número de lojas de conveniência no país, que estão presentes em menos de 10% dos quase 20 mil postos.

“Estamos passando por um momento mais forte de investimento, com a mudança do perfil do consumidor que entrava no posto só para abastecer”, diz Paulo Borgerth, vice-presidente do Sindicom. “A concorrência traz a necessidade de uma diferenciação. Não é mais só vender gasolina. O aluguel do espaço está ficando caro e fica difícil pagar só vendendo combustível. É sair do metro cúbico (medida de volume) para o metro quadrado (medida de área)”, complementa Borgerth em referência ao lucro com o espaço ocupado pelas lojas contra os ganhos com a venda dos combustíveis.

Pesquisa do sindicato mostra que a venda de combustíveis aumenta em até 15% nos postos que incorporam uma loja de conveniência.

Além disso, 30% dos consumidores que vão abastecer acabam entrando na loja, enquanto 10% dos que vão à loja aproveitam para colocar combustível. “A freqüência de visita do consumidor à loja é três a quatro vezes superior à da bomba de abastecimento”, acrescenta Borgerth, lembrando que o cliente coloca combustível uma vez por semana, mas faz compras mais freqüentemente.

Cesar Baima