Greve de perueiros causa transtornos à população
A paralisação dos perueiros do sistema municipal de transportes, ocorrida ontem, causou transtorno para a população que necessita dos alternativos para chegar ao trabalho, já que apenas os ônibus não dão conta da demanda.
Na rua João Gonçalves, no centro da cidade, a espera por um ônibus em condições de receber passageiros (leia-se um que não fosse impossível entrar) podia chegar a uma hora. Os usuários esperavam até três ou quatro ônibus para poder embarcar.
“Não vi lotação alguma passar até agora, e olha que já estou aqui há meia hora”, disse a estudante Cristiane Silva, que esperava um ônibus na João Gonçalves. Esta via, inclusive, foi o destino final da carreata de perueiros que deixou o Taboão às 8h. Cerca de 60 veículos pararam o trânsito, que teve de ser desviado pela rua Oswaldo Cruz até a rua Felício Marcondes. Para os que precisavam ir à avenida Tiradentes, foi montado um esquema especial por funcionários da Secretaria de Transportes.
Os perueiros que tomaram a João Gonçalves esperavam o início da sessão ordinária da Câmara Municipal, que começou por volta das 14h. A promessa deles é continuar se reunindo ali até que o projeto de lei que previa uma reforma no sistema municipal de transportes fosse votado. “Se continuar assim toda terça e quinta, vai ficar difícil”, afirmou Cristiane.
“Não havia lotação alguma de manhã e a confusão era enorme nos pontos. Muitos alunos de meu curso no Senai se atrasaram devido à greve”, revela a estudante Solange Lopes de Oliveira. Segundo ela, que no momento da entrevista já se sentia “cansada de esperar”, o fato de os perueiros terem o poder de parar uma rua importante como a João Gonçalves é um absurdo.
“A situação está muito confusa, não passam lotações, o trânsito está infernal e meu marido demorou mais de duas horas para chegar ao serviço hoje, quando normalmente leva no máximo uma”, desabafou a dona de casa Simone Silva de Souza, que esperava um ônibus vazio havia 45 minutos. Simone tentava voltar para casa ao meio-dia, portanto, fora do horário de pico.
De acordo com Cícero Araújo, o Mossoró, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Autônomos em Lotação e Similares (Sindlotação), apenas 20 perueiros não aderiram à greve por não terem sido informados de que esta ocorreria. Os que aderiram chegaram à João Gonçalves por volta das 10h30. Não foram registradas ocorrências na parte da manhã nas proximidades da praça Getúlio Vargas.







