Governo prepara medidas para reduzir spread bancário
O Ministério da Fazenda vai anunciar proximamente uma série de medidas para reduzir o spread bancário (a diferença entre o que banco paga para captar reais e o que cobra para emprestá-los). Foi o que revelou o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto.
O objetivo, segundo esclareceu, é enquadrar a gestão macroeconômica de curto prazo dentro de um horizonte mais amplo. “Parte desse conjunto de medidas que vão compor o nosso horizonte de mais largo prazo está voltada para a redução do custo do capital, a redução dos spreads financeiros”, afirmou.
De acordo com a lógica da equipe econômica, o bom desempenho na balança comercial e a redução do custo do dinheiro irá elevar a médio prazo a taxa de investimentos no País e, em conseqüência, reduzirá o desemprego. Canuto esclareceu que os resultados não serão imediatos, já que o mercado de trabalho “reage com uma certa defasagem em relação ao próprio andamento do nível dos investimentos e da demanda agregada.”
Imagem positiva
Para Otaviano Canuto as ações levadas a efeito pelo governo Lula, como a que elevou o superávit primário, repercutiram favoravelmente dentro e fora do País. “Já ouvimos nos últimos dias várias declarações favoráveis de agentes, domesticamente e no exterior, a respeito da decisão do governo, e esta é a variável-chave (para atrair investimentos). Segundo o secretário, a decisão de elevar a meta de superávit primário foi adotada exclusivamente pelo governo, sem qualquer indução do FMI. “Tomamos essa decisão porque ela nos pertence e porque é necessária para garantir a sustentabilidade das nossas contas públicas.”
Conversas com o FMI
Sobre a visita que a missão do Fundo Monetário Internacional está fazendo a Brasília, Otaviano Canuto disse que não há como haver divergência entre as duas partes. “Eu acho que essa conversa com o Fundo agora deverá ser uma das mais tranqüilas que já ocorreram.”
Melchíades Cunha Júnior







