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Fraudes podem prejudicar lotéricas

Guarulhos, 08 de maio de 2003

O presidente do Sindicato dos Empresários Lotéricos de São Paulo (Sincoesp), Luiz Carlos Peralta, afirmou que a investigação do Ministério Público Federal sobre o esquema de lavagem de dinheiro com prêmios da loteria em nada tem a ver com as lotéricas.

Desde fevereiro, procuradores do Ministério Público Federal em São Paulo estão investigando a evolução patrimonial dos 30 apostadores ” 29 paulista e um mineiro que, juntos, ganharam 1.803 vezes em concursos da loteria, abocanhando R$ 13,9 milhões entre 1999 e 2000.

“Trata-se de fraude fiscal, que envolve os prêmios e não as lotéricas. O golpe envolve os ganhadores, e os estabelecimentos não têm envolvimento nisso. Quando o apostador faz uma aposta, não temos como ter controle sobre o jogo”, afirma Peralta.

Ele disse que a atividade das lotéricas, por causa da denúncia, não pode ser confundida com outros jogos sob suspeita, como caça-níqueis, por exemplo. “O setor envolve cinco mil empresários no país, 10 mil trabalhadores e é um local que paga benefícios importantes, como bolsa-escola e PIS.” Só no estado são 2,3 mil lotéricas. Segundo Peralta, a denúncia poderá prejudicar o desempenho do setor, e reduzir o movimento de apostas.

Em nota divulgada na quarta-feira (07), a Caixa Econômica Federal, responsável pelas loterias, informou que encaminha ao Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) do Banco Central todas os dados sobre as ocorrências suspeitas de ganhadores das loterias administradas pelo banco. A Caixa diz, na nota, que “não há a menor possibilidade de irregularidades nos sorteios das loterias federais”.