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Faturamento caiu 4,1%

Guarulhos, 24 de setembro de 2007

O faturamento das micros e pequenas empresas do varejo paulista caíram 4,1% em julho na comparação com o mesmo mês de 2006, de acordo com dados da Pesquisa Conjuntural de Pequeno Varejo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). No ano, o faturamento do setor como um todo acumula queda de 1,9%

Dos sete segmentos que compõe o pequeno varejo, somente dois encerraram o mês com resultados positivos. Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados tiveram alta de 13,1% no faturamento em julho resultado puxado pelas liquidações e queimas de estoques que ocorrem no período. Além disso, o segmento foi beneficiado por um inverno mais rigoroso, e acumula alta de 12,1% no faturamento neste ano.

Foi o melhor desempenho da pesquisa, seguido por Móveis e Decorações, cujo faturamento teve elevação de 9,3% em julho antes do período equivalente de 2006. O crescimento do acesso ao crédito, as condições facilitadas de financiamento e as vendas do mercado imobiliário são apontadas pela Fecomercio como principais razões para o resultado do setor, que acumula alta de 12,5% no faturamento neste ano.

As maiores quedas, em termos de faturamento, em julho foram registradas nas Lojas de Autopeças e Acessórios, com 22%, e Alimentos e Bebidas, com 19,8%. No ano, os segmentos acumulam baixas de 14,8% e 15,4%, respectivamente. O desempenho das Lojas de Autopeças e Acessórios é explicado pela concorrência com as grandes redes e a oferta de peças chinesas no mercado, além dos recordes de vendas de automóveis novos, com menor necessidade de manutenção.

O pequeno varejo ligado a Alimentos e Bebidas também enfrenta a concorrência das grandes redes e sofre com o endividamento das famílias, que comprometem a renda com a compra de outros produtos. A concorrência com grandes redes explica ainda a diminuição do faturamento de Farmácias e Perfumarias, com queda de 14,6% no faturamento em julho e de 5,4% no acumulado do ano.

O faturamento das Lojas de Eletroeletrônicos caiu 12,3% em julho e acumula queda de 6,5% no ano. “Para os próximos meses, salvo drástica mudança de cenário, a competição, tanto com grandes redes como com a venda pirata ou ilegal de aparelhos, inviabilizará a reversão desse desempenho”, diz a nota da Fecomercio.

Apesar do bom desempenho da construção civil no País, o resultado não se reflete no faturamento nas pequenas Lojas de Material de Construção, que apresentaram queda de 7,5% em julho e acumulam baixas de 7,2% no ano. “Necessário que se tenha uma política mais agressiva de estímulo à autoconstrução, que poderá ter efeitos sobre as pequenas lojas regionais e de bairro”, recomenda a entidade. A pesquisa é realizada mensalmente pela Fecomercio desde 2004 e envolve 600 estabelecimentos comerciais do Estado de São Paulo.