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Farmácias se modernizam e viram lojas de conveniência

Guarulhos, 24 de maio de 2002

A farmácia no Brasil está tratando de se modernizar. Adotando modelos de mercados mais avançados, como o norte-americano, as lojas se preparam para implantar formatos de loja mais modernos, onde além dos tradicionais remédios e artigos de perfumaria, há mais uma variedade cada vez maior de alimentos e área de vendas mais espaçosa e atraente. Mesmo o mix de produtos de beleza e perfumaria ainda tem muito a crescer em variedade.

Este será a nova cara do negócio em um futuro próximo, segundo Jorge Vidal, organizador da primeira Feira Internacional das Indústrias e Fornecedores de Produtos para Farmácias e Drogarias, a FarmaExpo, que deverá acontecer em abril de 2003.

“Este modelo ainda está bastante restrito às grandes redes de farmácia e deverá fazer parte das pequenas lojas em alguns anos para que possam competir nesse mercado, pois o consumidor está mais informado e tem exigido um novo mix de produtos e uma prestação de serviços mais elevada”, afirma.

A feira vai trazer mais de 150 empresas nacionais e internacionais, que deverão introduzir novidades no mercado brasileiro, como novas formatações de loja trazidas de modelos norte-americanos, incluindo novos tipos de expositores de produtos e sugestão de novos itens para oferecer ao público.

“Comparado ao mercado norte-americano, que movimentou US$ 400 bilhões no ano passado com a comercialização de medicamentos e outros produtos para a saúde e beleza, o Brasil é um país que tem um longo caminho a percorrer, apesar de ser o maior mercado da América Latina e o 9º no mundo”, observa Vidal.

Segundo ele, nos Estados Unidos, as farmácias são verdadeiras lojas de conveniências, onde é possível encontrar tudo. “Por isso abre-se uma boa oportunidade para todos os integrantes da cadeia reverem suas estratégias de mercado.

Outro ponto que as farmácias brasileiras devem se adequar para o futuro, segundo o presidente da Associação Brasileira das Redes de Farmácia (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, é quanto a auto-medicação responsável, que já é utilizada em países como o México. Trata-se de uma proposta que está sendo apresentada junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre um novo modelo de rotulagem para medicamentos isentos de prescrição médica. Nele, as principais informações sobre a indicação do medicamento virão estampadas na parte externa da embalagem. “Isso possibilitaria ao consumidor cuidar sozinho de males ou sintomas menores, facilmente reconhecíveis, como uma dor de cabeça e principalmente ler as instruções contidas na rotulagem do produto, antes de tomá-lo”, diz. Segundo ele, este será um dos principais pontos a serem discutidos no evento do próximo ano.

A atualização profissional é outro aspecto considerado importante para a farmácia do futuro, segundo Mena Barreto. “Além do lado comercial, hoje os empresários precisam se atualizar em questões como merchandising em ponto de venda e melhoria no atendimento, que só é possível com profissionais especializados na área. Só assim é possível ser competitivo”, destaca Mena Barreto.

Daniela Nogueira