Escritório da ACSP em Macau já funciona
Agora é oficial: o escritório da Associação Comercial de São Paulo em Macau já começou a funcionar. Em um evento que aconteceu na capital paulista, o vice-presidente da ACSP Alfredo Cotait e a diretora executiva do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (Ipim), Dra. Echo Chan assinaram um termo de instalação e funcionamento do escritório de Macau. O lançamento do escritório na China é a primeira iniciativa internacional da ACSP, que escolheu Macau como sede por conta da importância estratégia da região no continente asiático.
“Lá, as barreiras da língua, da cultura, da distância e da legislação são transpostas mais facilmente”, disse Cotait. Isso porque em Macau, que fica a oeste da região industrial do Delta do Rio das Pérolas, os contratos são assinados em português e mandarim, as línguas locais oficiais. O porto franco livra o empreendedor do pagamento de taxas aduaneiras, além de ser entrada facilitada para o continente asiático, já que as mercadorias originárias da região são isentas de direitos aduaneiras ao entrar na Ásia. “Macau mantém a legislação dos tempos que era colônia de Portugal, que é muito parecida com a portuguesa, e garante o cumprimento dos contratos”, disse Coitat.
Mais do que facilitar o acesso do empreendedor brasileiro a todo o continente asiático, o escritório da ACSP em Macau também abre as portas aos mercados dos países que falam português. Porque, por ser sede do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Macau também ajuda a promover negócios com Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. “Entre os países que falam português, é o Brasil que lidera as trocas comerciais com a China”, afirmou Dra. Echo Chan. “E o governo chinês elegeu Macau como plataforma de acesso para a China para os países lusófonos.”
Os empreendedores que procurarem o escritório da ACSP em Macau têm à disposição acompanhamento completo para participação de eventos, seminários e feiras, além de consultoria completa para a realização de negócios. “Macau está cerca de 300 quilômetros de Ganzhou, onde acontece a principal feira multisetorial da Ásia, a Canton Fair”, disse o representante legal do escritório, Carlos Amaral. “Temos uma rede de relacionamento muito extensa na China, que nos ajuda a encontrar parcerias significativas e também auxiliamos o empreendedor desde a inspeção dos produtos negociados até o embarque das mercadorias, além da abertura de empresa em Macau, se necessário.”
E os empresários macaenses que vieram ao Brasil por conta do evento de lançamento do escritório surpreenderam-se com o potencial de negócios que enxergaram entre o Brasil e a China. “Queremos conhecer melhor o jeito brasileiro de se fazer negócio, que é um tanto diferente do chinês”, disse o gerente de vendas da trader Goldman, Victor Tong. “A economia do Brasil é muito mais dinâmica do que imaginávamos e este país tem de ser parceiro, e não concorrente.”
Economia em fortíssimo crescimento, Macau registrou crescimento de 27,3% no Produto Interno Bruto entre 2006 e 2007. A cidade, conhecida como a Las Vegas do Oriente, já passou a norte-americana em arrecadação com cassinos. Os 26 milhões de turistas que visitaram Macau no ano passado apostaram US$ 10,4 bilhões em seus cassinos, cerca de 30% a mais que no badalado ponto dos Estados Unidos. O Venetian, o maior cassino do mundo, tem o dobro do tamanho daquele erguido em Las Vegas.
Até o final do próximo ano, 21 novos hotéis cinco estrelas e cassinos serão inaugurados por lá, como os luxuosos Grand Hyatt e o Four Seasons. Mas, além das apostas e das roletas, o mercado de luxo, de vestuário, a indústria têxtil e o setor de serviços têm ganhado maior importância na economia macaense.
Informações consulte: www.spchamber.com.br/asiaoffice ou pelo telefone, (11) 3244-3888.





