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Empresários elogiam pressão da ACE pela rejeição da COSIP

Guarulhos, 01 de fevereiro de 2007

Entidade sempre se manifestou contrário a taxa

Após a pressão de entidades de classe como a Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos (ACE), o executivo municipal sofreu uma importante derrota no final de 2006 na Câmara de Vereadores. A Prefeitura de Guarulhos havia enviado ao legislativo o Projeto de Lei que previa a implantação da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), mais conhecida como Taxa de Iluminação que foi rejeitado pelos parlamentares guarulhenses.

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Donizete de Araújo Branco elogiou atitude da ACE-Guarulhos

Pelo projeto as residências com consumo acima de 50 kilowatts (Kw), pagariam duas Unidades Fiscais de Guarulhos (UFGs); comércio, prestadores de serviços e pequenas indústrias da cidade três UFGs e grandes indústrias sete UFGs. A isenção da taxa seria apenas para residências com consumo abaixo de 50KW, além dos órgãos públicos. A Bandeirante Energia ficaria com a responsabilidade de arrecadar, através das contas de luz, os recursos para o município.No dia 21 de dezembro de 2006, mesmo com diversas manobras da base governista, o projeto foi rejeitado em segunda votação por 12 votos sim, 7 votos não e 14 estavam ausências.A ACE sempre se manifestou contra a criação da nova taxa, que segundo a entidade representaria em mais despesas para a população e, principalmente, para os empreendedores guarulhenses.O empresário Otto Timmerman criticou o prefeito Elói Pietá. Para ele, Pietá havia prometido que não criaria novas taxas. Timmerman salientou ainda a importância das entidades de classe.”Uma entidade de classe comparecendo a Câmara e pressionando os vereadores é sempre importante, pois sabemos que o cidadão sozinho dificilmente é ouvido, o que não acontece com as entidades”, salienta.Irvando Secco, proprietário da Esportes Galvila, parabenizou a pressão da ACE-Guarulhos.”A ACE sempre brigou por melhorias na iluminação pública e a entidade brigou por nós já que sozinhos não conseguiríamos nada”, falou.Já o empresário Gerson Santana Silva, mais conhecido como Baiano, disse que a pressão da ACE foi uma retribuição da entidade para seus associados.”A ACE, através do Wilson Lourenço brigou pelo micro empresário. A entidade retribuiu tudo o que o associado faz por ela”, disse.O empresário do setor imobiliário, Donizete de Araújo Branco, falou que a ACE brigou por todos os guarulhenses.”A ACE defendeu o seu associado e toda a população guarulhense. A entidade tomou a frente e procurou junto aos vereadores mostrar a realidade da cidade, que esta taxa afetaria o bolso do cidadão”, falou.

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O empresário Carlos Dias – contrário a taxa

Carlos Dias, empresário do setor de modas, disse que ” a pressão da ACE exercida sobre os vereadores fez com que o relacionamento do associado com a entidade ficasse melhor”.Ajuda da base aliada – A abstenção de um vereador da base aliada do prefeito Elói Pietá no dia da votação foi incisiva para a rejeição do projeto. O vereador Jonas Dias (PT) sempre se manifestou contra a criação da taxa. No dia da votação o parlamentar votou sim na primeira votação e na segunda se ausentou. Segundo Dias, ele já havia feito um acordo com o líder do governo, vereador Alencar (PT).”Não votei favorável ao projeto por uma questão de princípios. Precisamos buscar mecanismos para redução da carga tributária e entendo que a administração municipal possui alternativas para investimentos no setor”, disse.Dias, que considera o governo Pietá o melhor dos últimos tempos, disse que não sofreu nenhuma pressão do Partido dos Trabalhadores e do prefeito Elói Pietá. Ele ainda elogiou a postura da ACE.”É legitimo que segmentos sociais pressionem; eles possuem esta prerrogativa”, disse.

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O vereador Jonas Dias (PT) quer a redução tributária

O presidente da ACE-Guarulhos. Decio Pompêo Junior, parabenizou a atitude do vereador petista.”O Jonas mostrou que não rompe com seus princípios e que a população e os empreendedores não precisariam arcar com mais uma taxa”, disse.