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Emprego industrial cresce pelo quarto mês seguido

Guarulhos, 21 de outubro de 2004

As contratações na indústria brasileira superaram as demissões pelo quarto mês seguido. Em agosto, o nível de emprego cresceu 0,9% na comparação com julho, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em julho, na comparação com o mês anterior, a indústria apontou crescimento de 0,2% no total de vagas. Em junho, na mesma base de comparação, o crescimento foi de 0,5%. Em maio, o percentual chegou a 1,1%. No ano, o nível de emprego da indústria acumula aumento de 0,8%.

Destaques

Na comparação com agosto do ano passado, houve aumento de 3,1% no nível de emprego industrial. Das 14 áreas pesquisadas, 12 apresentaram aumento no total de empregos em relação a agosto de 2003, com destaque para São Paulo, onde houve aumento de 1,9% no total de postos de trabalhos, e Minas Gerais, com expansão de 5,6%.

Em agosto, a produção industrial registrou crescimento de 1,1% na comparação com julho e 13,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado surpreendeu o mercado, que esperava uma “parada técnica” no crescimento da indústria. Esse foi o sexto mês consecutivo de expansão.

Entre as categorias, as maiores altas foram verificadas em bens de capital (2,3%) e bens de consumo duráveis – como carros e eletrodomésticos – (2,2%).

No acumulado do ano, a produção industrial registra crescimento de 8,8%. Neste período, a indústria de transformação cresceu 9,2%, com destaque para o desempenho de veículos automotores (30,2%) e máquinas e equipamentos (18,8%), com a maior produção de automóveis e refrigeradores domésticos.

Salários

A folha de pagamento dos trabalhadores da indústria, na série livre de influências sazonais, mostrou estabilidade em agosto na comparação com julho, quando houve leve retração de 0,1% em relação a junho.

Em relação a agosto de 2003, porém, houve aumento de 9,6% na folha de pagamentos.

De janeiro a agosto, a folha de pagamento acumula alta de 9,1%. Em 12 meses, o avanço é de 5,3%.

A folha média, que representa o total de rendimentos por empregado, cresceu 6,3% sobre agosto de 2003. No ano, registra aumento de 8,2% e, em 12 meses, de 5,4%.

Metodologia

A Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) produz indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais, sobre pessoal ocupado assalariado, admissões, desligamentos, número de horas pagas e valor da folha de pagamento em termos nominais (valores correntes) e reais (deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA).

A coleta é realizada mensalmente nas empresas que possuem unidades locais registradas no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), reconhecidas como industriais pelo Cadastro Central de Empresas do IBGE.

A pesquisa foi iniciada em 1968 com o nome de Pesquisa Industrial Mensal – Dados Gerais. Em 1997, passou a ser denominada Pesquisa Industrial Mensal – Emprego, Salários e Valor da Produção.

A partir de 2001 a pesquisa foi reformulada, deixando de levantar informações sobre o valor da produção industrial e passando a ser denominada Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário.

Janaina Lage