Todo profissional da área financeira que presta orientação aos clientes de contas polpudas sobre investimentos, mesmo os executivos com títulos de doutorado e experiência internacional, terá de prestar provas de certificação. A exigência parte do Banco Central e tem proposta de elevar o nível de quem serve de mentor às aplicações de capitais.
Nos EUA há em torno de 20 tipos de certificações diferentes. O Brasil tende a seguir modelo semelhante e, na prática, essa nova exigência interfere na vida de 10 mil profissionais, estima o vice-presidente da Associação Nacional de Bancos de Investimentos (Anbid), Alfredo Setúbal.
Ela é voltada aos gerentes que atendem grandes fortunas, contas de grandes empresas e instituições – área de corporate finance dos bancos. “Com o tempo, quem não estiver certificado, não vai ter tanta oportunidade (na carreira)”, avalia Setúbal.
O Conselho Monetário Nacional indicou a Anbid como certificadora. Ela repassou ao Ibmec a responsabilidade de preparo das provas e à Fundação Carlos Chagas a de aplicação. Dos 1.050 profissionais que prestaram os testes de conhecimento no fim do ano passado, só 337, ou 32%, foram aprovados. Setúbal diz que o baixo desempenho, ainda que um pouco decepcionante, não deve ser tomado como referência da realidade, uma vez que ainda não havia um padrão para a prova e ela foi encarada como piloto.
Lembrou também que a nota mínima foi 7, mas a média atingiu 6,3, na tentativa de mostrar que os candidatos não foram tão mal na prova.