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Certificado para cuidar do dinheiro dos outros

Guarulhos, 29 de janeiro de 2003

Todo profissional da área financeira que presta orientação aos clientes de contas polpudas sobre investimentos, mesmo os executivos com títulos de doutorado e experiência internacional, terá de prestar provas de certificação. A exigência parte do Banco Central e tem proposta de elevar o nível de quem serve de mentor às aplicações de capitais.

Nos EUA há em torno de 20 tipos de certificações diferentes. O Brasil tende a seguir modelo semelhante e, na prática, essa nova exigência interfere na vida de 10 mil profissionais, estima o vice-presidente da Associação Nacional de Bancos de Investimentos (Anbid), Alfredo Setúbal.

Ela é voltada aos gerentes que atendem grandes fortunas, contas de grandes empresas e instituições – área de corporate finance dos bancos. “Com o tempo, quem não estiver certificado, não vai ter tanta oportunidade (na carreira)”, avalia Setúbal.

O Conselho Monetário Nacional indicou a Anbid como certificadora. Ela repassou ao Ibmec a responsabilidade de preparo das provas e à Fundação Carlos Chagas a de aplicação. Dos 1.050 profissionais que prestaram os testes de conhecimento no fim do ano passado, só 337, ou 32%, foram aprovados. Setúbal diz que o baixo desempenho, ainda que um pouco decepcionante, não deve ser tomado como referência da realidade, uma vez que ainda não havia um padrão para a prova e ela foi encarada como piloto.

Lembrou também que a nota mínima foi 7, mas a média atingiu 6,3, na tentativa de mostrar que os candidatos não foram tão mal na prova.