Ceciex começa a funcionar
O Conselho das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex) teve suas operações iniciadas na última quinta-feira. O Ceciex, que integra a estrutura de comércio internacional da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), tem como presidente o empresário José Américo Ribeiro dos Santos, que também está à frente do Centro de Logística de Exportação (Celex).
O Ceciex foi estruturado para organizar as ações das comerciais exportadoras e importadoras e das tradings, que passam por um momento delicado, principalmente devido à burocracia exigida para que elas operem. Em grande parte, essa burocracia resulta da série de Instruções Normativas (IN) editadas pela Receita Federal nos últimos anos. Uma das IN mais criticadas pelo conselho é referente à necessidade de as empresas desse segmento terem que declarar capital de giro suficiente para cobrir o valor negociado nas exportações ou importações.
Aproximadamente 80 empresas do segmento confirmaram presença na primeira reunião do Ceciex. “Nosso trabalho a partir de agora será ouvir as demandas dessas companhias para podermos traçar um plano de ação. Mas todas as ações do conselho terão em paralelo a luta para redução da carga tributária do país, que é mais prejudicial para as empresas importadoras e exportadoras que o dólar desvalorizado (frente ao real)”, disse Santos na reunião.
Algumas dessas demandas já estão sendo analisadas pelo conselho. Entre elas, a tentativa de negociar a volta do posto do
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao aeroporto internacional de Guarulhos e também, a ampliação dos horários de atendimento da Receita Federal. Segundo o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, a organização do segmento exportador pelo Ceciex “veio no momento exato em que o País mais tem de estar preparado para as transações internacionais”.
Atualmente, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), existem 182 empresas registradas como tradings. O número de comerciais exportadoras e importadoras é maior. Apenas em São Paulo, estima-se que superem mil. Calcula-se também que 60% do que o País exporta tenha a intermediação de tradings ou comerciais exportadoras. Esse percentual é atingido por conta das grandes tradings, como Cargill, Bunge e ADM, que intermedeiam as vendas de soja, café, aço e outras commodities.
Para quem se interessar, outras informações sobre o conselho podem ser requisitadas pelo e-mail [email protected].







