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Brasil, o último em tecnologia

Guarulhos, 16 de agosto de 2007

No primeiro trimestre, o Brasil ficou em último lugar no Índice da Sociedade da Informação (ISI), da consultoria espanhola Everis, que também acompanha a pontuação da Argentina, Chile, Colômbia e México

O País ficou abaixo da média latino-americana. O desempenho brasileiro foi prejudicado pelo ambiente econômico e social. Nos itens referentes ao uso de computadores e telecomunicações, o Brasil avançou 7,2% e superou México e Colômbia.

“Dois pontos que prejudicaram o País foram o aumento do desemprego e a piora no índice de percepção de corrupção”, afirmou Teodoro López, responsável pelo setor de telecomunicações da Everis no Brasil. “A percepção de corrupção prejudica o ISI de toda a América Latina”, disse. O fraco crescimento da economia também contribuiu para reduzir a pontuação brasileira.

O ISI do Brasil somou 4,21 pontos, numa escala que vai até 10. Para a América Latina, o indicador somou 4,42 pontos. Em primeiro lugar ficou o Chile, com 5,76 pontos, seguido da Argentina (4,75), México (4,58) e Colômbia (4,23).

O Brasil já estava em último na medição anterior e deve continuar na lanterna nos próximos dois trimestres, de acordo com projeções da Everis, com crescimento abaixo da média. A consultoria destacou o número de computadores por mil habitantes no País, que chegou a 150, acima dos 134 por mil habitantes na América Latina. O Brasil tem 538 celulares por mil habitantes, abaixo da média latino-americana de 595. “A compra de celulares vem sofrendo desaceleração no Brasil”, disse López. “O crescimento de 13,2%, verificado no período, foi o menor em nove anos”.

Segundo o executivo, o Brasil tem pontuação boa no item eficiência energética, que mede, entre outras coisas, o uso de energias renováveis. Mas isso não é suficiente para melhorar o desempenho do País como um todo. A infra-estrutura local de telecomunicações é melhor que a de outros países latino-americanos, e houve avanço no investimento per capita em tecnologia, disse López. Apesar de o Brasil estar em último lugar, ou por causa disso, ele identifica boas oportunidades de negócios no mercado local. (AE)