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Bancos manterão linhas de crédito ao Brasil

Guarulhos, 26 de agosto de 2002

arteUm grupo de grandes bancos internacionais prometeu manter seu nível geral de negócios no Brasil, após um esperado encontro em Nova York com o presidente do banco Central, Armínio Fraga, e o ministro da Fazenda, Pedro Malan. A medida pode ajudar a impulsionar a confiança dos mercados financeiros em relação ao Brasil, apesar da incerteza em relação às eleições presidenciais de outubro.

Os 16 bancos, incluindo Citigroup, J.P. Morgan Chase e Deutsche Bank, afirmaram em um comunicado que estão comprometidos com o Brasil e seu programa econômico no longo prazo e prometeram manter os patamares gerais de linhas de crédito para empresas brasileiras.

Armínio Fraga disse que o comprometimento dos bancos representa um passo importante na reviravolta da confiança, fortemente abalada nos últimos meses por temores de investidores em relação à liderança nas pesquisas de candidatos da oposição. “Nós não esperamos que esse encontro seja uma solução por si só para todas as ansiedades lá fora”, disse Fraga a repórteres, na sede do Federal Reserve de Nova York, onde ocorreu o encontro entre os banqueiros e representantes do governo brasileiro. “Existe um nível de ansiedade substancial no ar”, acrescentou ele.

Os representantes de bancos estrangeiros divulgaram uma nota onde enfatizam que os princípios da economia brasileira são sólidos. Além disso, ressaltam que as perspectivas fazem com que o País mereça apoio em razão dos esforços até agora dispendidos.

Os bancos presentes à reunião responderam favoravelmente às apresentações e reiteraram o seu compromisso de longo prazo com o Brasil e seu apoio ao programa econômico do País.

As preocupações dos investidores de Wall Street em relação ao Brasil fizeram com que os títulos da dívida externa brasileira perdessem cerca de 20% do valor desde o início do ano. Nesse mesmo período, o real se desvalorizou perto de 25% em relação ao dólar.

Os investidores temem que o próximo presidente brasileiro não seja capaz de lidar com a dívida pública do país, de cerca de US$ 250 bilhões.

Bancos deram o sinal mais forte possível

O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, disse, depois de reunir-se com representantes de 16 bancos na sede do Federal Reserve de Nova York que o fato de os bancos terem dito que manterão os negócios, incluindo as atuais linhas de crédito, no Brasil “é o sinal mais forte possível que os bancos poderiam enviar.”

Segundo Fraga, alguns bancos deram indicações de que poderiam aumentar o grau de apoio ao Brasil. O presidente do BC observou, no entanto, que o governo brasileiro não espera que somente este encontro com os bancos seja suficiente para acalmar o mercado financeiro.

Fundamentos são sólidos

Os representantes de bancos estrangeiros divulgaram uma nota onde enfatizam que os princípios da economia brasileira são sólidos. Além disso, ressaltam que as perspectivas fazem com que o País mereça apoio em razão dos esforços até agora dispendidos. Os bancos presentes à reunião responderam favoravelmente às apresentações e reiteraram o seu compromisso de longo prazo com o Brasil e seu apoio ao programa econômico do País.