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Arrecadação com IPTU cresce 10% em Guarulhos

Guarulhos, 20 de fevereiro de 2015

A soma dos pagamentos do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) em janeiro deste ano foi de R$ 153.241.709,86, ante R$ 131.264.753,67 registrados no mesmo período de 2014. O montante representa um crescimento real de cerca de 10%; ou seja, descontada a inflação acumulada no ano passado, de 6,41%.

Os fatores de maior impacto para o aumento da arrecadação são a melhoria no sistema de cadastramento de imóveis, que passou por atualização, e também a expansão imobiliária do município. O resultado foi obtido sem que houvesse qualquer alteração na alíquota do imposto, tendo sido corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Aplicado (IPCA), de 6,11%, percentual próximo ao da inflação acumulada em 2014.

Em relação ao número de imóveis e propriedades tributados, neste ano houve uma elevação significativa, da ordem de 18,5%. No ano passado foram emitidos 288.402 carnês, enquanto em 2015 foram 341.909.

As formas de pagamento escolhidas pelos contribuintes para pagamento do imposto manteve-se praticamente estável. Neste ano, 32,5 % optarem por quitar o IPTU com cota única, aproveitando assim o bônus de 10% concedido pela Prefeitura para os pagamentos à vista até a data limite estipulada no carnês. Em 2014, o índice dos que preferiram essa forma de quitação do imposto foi de 32,42%.

Queda na inadimplência – Os resultados preliminares da arrecadação do IPTU mostram uma tendência de queda na inadimplência, apesar da ampliação da base de contribuintes. Computados apenas o primeiro mês do ano, o índice dos que não pagaram o imposto foi de 27,93%.

A expectativa é que ao longo de 2015 o percentual de inadimplência baixe ainda mais, pois parcela significativa dos que não pagaram a primeira cota do imposto quite os débitos nos meses subsequentes. A meta da Secretaria de Finanças é fechar o ano com percentual inferior a 20%. Em 2014, o índice ficou em 22%.

A inadimplência na cidade, que já chegou a estacionar no patamar de cerca de 40%, vem caindo gradativamente nos últimos dois anos. Uma queda significativa já foi registrada entre 2013 e 2014, quando o percentual baixou de 37,83% para 22%.

Neste ano, o pedido de revisão do valor do imposto também manteve-se estável. Mesmo com uma base de aproximadamente 50 mil carnês a mais, neste ano foram feitas 1.200 solicitações de revisão, contra cerca de 1.000 em 2014. Em 2013, o número havia sido 12 vezes maior.