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Afif: “partidos devem refletir”

Guarulhos, 16 de novembro de 2006

Diário do Comércio
Afif com ACs, em Brasília: enaltecimento das lutas travadas regionalmente

O momento atual pede que todas as legendas partidárias nacionais promovam uma reflexão interna e apresentem uma redefinição sobre seu futuro político e o que desejam para o País. Para o Partido da Frente Liberal (PFL), “é um período para imersão”, conforme definiu Guilherme Afif Domingos, durante almoço com duas dezenas de jornalistas, no Senado Federal, em Brasília, na última terça-feira.

Para Afif, que garantiu não estar na disputa para a presidência nacional do partido, o PFL está mais solto agora para poder se auto-avaliar e se renovar. E as perdas sofridas nas últimas eleições podem significar uma possibilidade a mais para apresentar novas lideranças e propostas à sociedade, a partir do que se desenha no plano político nacional, no período pós-eleitoral.

Afif Domingos lembrou que a sociedade brasileira já deu mostras de que é, basicamente, centrista, rejeitando tanto as tendências mais à esquerda, quanto as mais à direita. Por isso mesmo, pretende trabalhar na “capitania” que, no conceito do pefelista, seria ajudar na construção de uma nova estratégia para o partido, “mais no sentido de consolidar o PFL em São Paulo”, base eleitoral que lhe garantiu 8,3 milhões de votos na disputa acirrada por uma vaga no Senado.

Nesse sentido, não escondeu sua preferência pelo voto distrital, tema polêmico dentro de uma futura reforma política, mas de olho no longo prazo. “A concentração de poder gera a corrupção”, observou, sugerindo que já em 2008 seria possível fazer um teste distrital limitado durante as eleições municipais. “A partir daí poderíamos pensar no longo prazo”. Isso incluiria, talvez, agendar uma data pensando em 2014, pois até lá haveria tempo suficiente para obtenção de um consenso sobre os limites do distrito a ser adotado no Brasil.

Ciente de que o voto distrital poderia alterar a representação política dos Estados na Câmara dos Deputados, introduzindo no debate um ingrediente de alto teor incendiário, ele propõe que os distritos sejam ajustados de modo a não mexer na atual propocionalidade, e ao mesmo tempo garantir a “saudável” proximidade, para efeito de cobranças, do eleitor com o candidato eleito.