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2012, o ano dos tablets?

Guarulhos, 03 de fevereiro de 2012

A taiwanesa Foxconn ensaia desde o começo do ano passado, porém  ainda não iniciou a fabricação do iPad no Brasil. Aposta alta do governo federal para baratear o preço e incentivar a compra do tablet – incluindo nessa conta incentivos fiscais bastante polpudos e estimativa de redução em torno de 30% do preço do produto –, o atraso da fabricação do tablet da norte-americana Apple não impediu que ele fosse o maior objeto de compra no último Natal.

 A procura pelos aparelhos no varejo superou as expectativas iniciais, chegando a esgotar estoques. A loja virtual da rede Fast Shop, por exemplo, teve as entregas de iPads para o Estado de São Paulo indisponíveis com a proximidade do Natal. Na Fnac, outra importante rede varejista, faltou modelos do Galaxy, o tablet da Samsung. Previsões da consultoria IDC apontam que 500 mil brasileiros tenham iniciado 2012 com um tablet nas mãos. E até dezembro, segundo especialistas ouvidos pelo Diário do Comércio, esse número tende a crescer bastante.
 
“Se 2012 não for o ano do tablet, não sei quando vai ser. Temos fábricas no Brasil, incentivos do governo e planos para aquisição no meio acadêmico com parcelamento bastante generoso”, afirma Alexandre Marquesi, professor do curso de Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). A opinião é compartilhada por Almir Meira Alves, professor de Redes de Computadores, da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP).
 
Alguns fatores devem continuar a pesar em favor do produto. Com a vinda do iPad 2 ao País, a primeira versão do tablet da Apple passou a ser vendida com preços menores. Além disso, houve o lançamento de modelos pela Samsung e a entrada da Positivo, com um produto 100% nacional. “Hoje, você já encontra tablet por R$ 350”, declara Alves.