O vereador José Carlos Dalan (PPS) pede à Secretaria de Assistência Social e Cidadania, por meio de requerimento, informações sobre os motivos do cancelamento das eleições dos Conselhos Tutelares. O pleito seria realizado no último dia 9, quando, por ordem do juiz da Vara da Infância e Juventude, Daniel Issler, foi cancelado.
O juiz atendeu a uma Ação Cautelar Inominada, movida pelo Ministério Público do Estado, que argumentou que “o sistema de software, que foi instalado nos computadores utilizados para a realização do pleito, não oferece qualquer segurança, especialmente quanto à manutenção da confidencialidade da escolha do cidadão, que foi indiscutivelmente quebrada e, portanto, maculam completamente todo o processo eleitoral”, diz o documento.
O vereador explica que as urnas e programas utilizados permitiam a qualquer pessoa observar e alterar os votos, apenas digitando números de títulos eleitorais, em microcomputador conectado à rede, na qual as urnas estavam ligadas. Entre outras informações, Dalan quer apurar o valor pago à empresa prestadora do serviço e se a firma já é fornecedora do poder público municipal.
Segundo ele, as eleições foram remarcadas para 5 de abril, “e vamos acompanhar de perto a contratação”, diz. “A votação deve ser confidencial”, argumenta.
Prejuízos – O vereador avalia que houve vários prejuízos com o processo, mas o principal deles é a desconfiança da população. “O processo eleitoral para os Conselhos Tutelares é difícil, porque as pessoas não têm a cultura de votar. No dia (do pleito), muita gente ficou na fila por muito tempo para nada. Será difícil convencer essa população de que deve ir às escolas votar novamente”, diz Dalan, que espera ter as informações no prazo máximo de 20 dias.
Crítica – Ainda na sessão de ontem, o ex-vereador Sebastião Alemão (DEM) usou a tribuna da Câmara para criticar a imprensa local por acompanhar e publicar reportagens sobre a disputa interna do PT para a escolha do candidato que concorrerá à Prefeitura pelo partido.