O Natal do varejo eletrônico deverá acusar os efeitos da crise, mas as vendas do período ainda serão robustas. De acordo com as projeções da e-bit, agência especializada em internet, o movimento das lojas virtuais entre 15 de novembro a 24 de dezembro será 25% maior, na comparação com igual período de 2007, totalizando receita de R$ 1,350 bilhões.
O tamanho do impacto da turbulência nas vendas se traduz na revisão das projeções da e-bit para o crescimento anual do setor, de 35% para 30%. Se prevalecer a expectativa, o e-commerce brasileiro fechará 2008 com faturamento de R$ 8,2 bilhões. Resultado das transações de 13 milhões de e-consumidores, 35% mais gente na rede que em 2007.
Nos últimos exercícios, o varejo eletrônico festejou saltos anuais de faturamento entre 40% e 50%. Nos Estados Unidos, compara, o crescimento do setor em 2008 não deve chegar a 15%. A tendência local, independentemente da crise, é que os percentuais de crescimento também diminuam gradativamente.
Segundo o diretor da e-bit, Pedro Guasti, a crise atingirá o setor em menor proporção, na comparação com o restante do comércio, porém com efeitos mais visíveis em 2009. A favor das lojas virtuais pesam benefícios como maiores possibilidades de parcelamento, preços mais atrativos e oferta de ferramentas, como as que permitem comparar preços em um só lugar, ou acessar a avaliação de internautas sobre os produtos e lojas.
Para este Natal, segundo ele, muitas lojas virtuais ainda mantêm a oferta de longos parcelamentos. A tendência, no entanto, é que os prazos sejam reduzidos.
Quanto aos produtos mais procurados pelos internautas, Guasti lembra que a liderança recai sempre sobre os livros, revistas e jornais; seguidos de produtos eletrônicos; de saúde e beleza; perfumaria e cosméticos; além de celulares e de informática. Conforme constatou pesquisa do Programa de Administração do Varejo (Provar/FIA), em parceria com a Felisoni Consultores Associados e a e-bit, que apontou essas intenções de compra para o quarto trimestre deste ano.