A arrecadação federal divulgada ontem indica que um novo recorde de carga tributária está a caminho. Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária neste ano deverá ser 38,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2005, a carga fiscal alcançou 37,82%.
A arrecadação de tributos de todas as esferas do governo (municipal, estadual e federal) deverá totalizar R$ 810 bilhões, contra R$ 732,87 bilhões do ano passado. As receitas de impostos federais, exceto as previdenciárias, correspondem a cerca de 50% do arrecadado pelos cofres públicos.
O presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, explica que embora a arrecadação acumulada tenha atingido 9,36% de crescimento nominal e 4,6% de aumento real, em 2006, o crescimento nominal será de aproximadamente 10,5% e o real, de quase 7%. Isso porque tradicionalmente, no último trimestre do ano, o governo arrecada mais. Pelos cálculos do presidente do instituto, até o fim do ano, os tributos federais devem somar cerca de R$ 430 bilhões.
A arrecadação de todo o País atingirá R$ 650 bilhões amanhã, por volta das 3 horas, e poderá ser visualizada no Impostômetro, instalado na fachada da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A marca será alcançada com 34 dias de antecedência em relação ao ano passado.