Um mercado imune às crises econômicas
O mercado das noivas é bastante estável. Ele não está exposto às variações da bolsa, do câmbio ou das avaliações desastradas feitas pelos bancos estrangeiros sobre o Brasil.
Segundo os empresários do setor, as pessoas simplesmente não deixam de casar porque a economia vai mal. Elas podem demorar um pouco para marcar a cerimônia ou optar por itens mais baratos para a festa, mas mantêm o sonho da união.
“Nós sentimos pouco as crises. Se as pessoas fossem esperar que as crises passassem, elas nunca iam se casar”, brinca Elizabeth Carrelas, sócia da loja Maison Noivas, em São Paulo.
Uma loja de vestidos na rua São Caetano vende, em média, 40 vestidos por mês. “O número varia, porque vendemos mais nas semanas que antecedem os meses preferidos pelos noivos”, explica Elizabeth.
Há 10 anos no mercado de eventos, Viko Tangoda diz que nunca notou uma redução generalizada no número de casamentos.
Esse setor representa 20% do faturamento do bufê de Viko.
“Os noivos podem optar por uma coisa mais simples, mas continuam casando nos momentos de crise”, afirma.







