ACE-Guarulhos

Um ano depois, motoristas aprovam parquímetros na Zona Azul

Os instrumentos foram fixados em vias centrais a princípio para facilitar a vida dos motoristas que dependiam da presença de um agente da zona azul para estacionarem seus veículos sem correr o risco de serem multados.

Já habituados com os equipamentos, atualmente os condutores guarulhenses são só elogios para a medida. Assim disse a auxiliar administrativo Kelli Lazaroti, de 32 anos. “Melhorou bastante. Apesar de diminuir o número de vagas, ficou mais fácil ter um controle para não levar multar”, afirmou.

A opinião é compartilhada pelo vendedor José Roberto Adegas, 49, que utilizava o parquímetro no cruzamento da Luiz Faccini com a Diogo de Farias. “Achei muito boa essa mudança. Quando íamos estacionar tinha dificuldades em comprar o bilhete da Zona Azul e tínhamos que aguardar a vendedora. Agora com moedas se resolve”, elogiou.

A dificuldade do uso no início gerou dúvidas nos motoristas. “Nas primeiras vezes que utilizei perdi algumas moedas por não saber como proceder, mas agora já acostumei”, lembra Adegas.

Hoje, o município conta com 51 equipamentos em operação em três bairros: Bom Clima, Vila Galvão e Centro. Segundo informações da assessoria de imprensa da Prefeitura, não há previsão de instalação de novos parquímetros. O serviço, de responsabilidade da Proguaru, é explorado pela Sertell.

Questionada, a Prefeitura não respondeu questionamentos como valores de arrecadação com os equipamentos, valores de investimento na instalação dos parquímetros e se os aparelhos foram comprados ou são alugados.

Moedas – A maior dor de cabeça que os parquímetros trouxeram aos motoristas foi o fato de que o pagamento só pode ser feito por meio de moedas. O equipamento não possui mecanismos para aceitação de cédulas. O problema, apontado em reportagem da edição de 16 de março pelo Guarulhos Hoje, persiste.

À época, o GH mostrou a insatisfação dos condutores com a falta de moedas. Hoje, a crítica vem até de comerciantes que trabalham próximo aos parquímetros. “Acho uma porcaria esse aparelho. As pessoas não tem troco e ficam a todo hora entrando na minha loja para pedir para trocar dinheiro por moedas”, disparou o comerciante Mário Nakaoka, 53. “O pior é quando você fala que não tem. Eles ainda acham ruim e saem resmungando”, completa.

Um estudo do Banco Brasil que data de 2007 apontou que o país conta com 12 bilhões de moedas em circulação, porém menos da metade realmente encontram-se nas ruas por conta de costumes da população em armazená-los em cofres.

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