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Tecnologia representa 6% do PIB

Guarulhos, 13 de maio de 2008

Conforme as empresas aumentam sua dependência dos recursos de informática e telecomunicações, o percentual da receita dedicado a esses investimentos tem crescido 8% ao ano desde 1988, quando a CIA/FGV-EAESP (Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas) iniciou sua Pesquisa Anual de Informática.

Segundo o estudo relativo a 2007, divulgado na semana passada, a média ficou em 5,7% e deve chegar a 6,4% neste ano. Entre os segmentos, o setor de Serviços investe 8,2%; a Indústria 3,8%; e o Comércio, 2,6%. A liderança fica por conta dos bancos, que direcionam 12% do faturamento líquido a TI. “Os números levantados com as 1,7 mil empresas (que responderam à pesquisa) batem com os dados macroeconômicos. Tecnologia (informática e telecomunicações) representa cerca de 6% do PIB”, constata Fernando Meirelles, professor titular e fundador do CIA.

A partir da soma dos recursos de hardware, software, comunicações e serviços, a FGV estima um custo médio anual de US$ 9,9 mil por usuário. Outros indicadores são o custo por posto de trabalho informatizado, de US$ 10, 3 mil; e o custo por funcionário, de US$ 7,8 mil. Neste último item, as empresas de Serviços gastam US$ 10,2 mil por funcionário, o que fica em US$ 5 mil no Comércio. Nesse segmento, a média por posto de trabalho é de US$ 7 mil – no varejo geral é de US$ 5,4 mil e chega a US$ 12,4 mil nas revendas de eletro-eletrônicos.

Embora o Comércio seja o segmento que, proporcionalmente, menos investe, foi o que mais aumentou a fatia para recursos de TI em 2007. Na amostragem geral, as empresas que mais aumentaram as parcelas de investimento foram as com até 160 postos de trabalho. “As 500 maiores companhias do País não devem nada às grandes corporações mundiais (em termos de estrutura tecnológica). O problema é quando se desce na pirâmide”, observa Meirelles.

“O preço baixo junto ao elástico do crédito ajudam. O mais importante, contudo, é a percepção da necessidade da ferramenta no trabalho”, pondera.

Nas médias e grandes empresas, a parte de Serviços e Pessoal predomina no orçamento de informática. “A cada ano as empresas dão mais dinheiro a consultorias e provedores, que embutem hardware e software como parte de seus pacotes de serviços”, menciona o professor. Em 2007, 77% das companhias recorreram a consultorias, o que representou 25% dos gastos com informática. Em termos mais gerais, pelo menos 97% usam algum serviço terceirizado. “Hardware e infra-estrutura representam menos de um terço dos gastos”, estima.

A valorização hierárquica do responsável por TI é maior nas grandes companhias, em que 50% têm nível de diretoria. Nas pequenas e médias, cerca de metade tem o status de gerente. A alta direção se envolve com as decisões de informática em 77% dos casos, principalmente no setor de Serviços (71%) e grandes empresas (76%).