Suas próximas férias na ponta do lápis
Mesmo quem está trabalhando percebe um clima de férias nas ruas da cidade neste início de janeiro. E não são poucos os que sonham com uma prazerosa e longa viagem de descanso que, em tempos de crise, pode parecer um projeto difícil de concretizar. Mas, com planejamento financeiro adequado, pode ser possível embarcar para o roteiro desejado daqui a apenas alguns meses. Basta, de acordo com especialistas em finanças pessoais, colocar todos os gastos no papel e seguir à risca um plano de poupança. O resultado certamente vai compensar esse esforço.
Na opinião do professor da área de Finanças da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) José Roberto Ferreira Savoia, é importante se preparar para curtir as férias sem imprevistos financeiros – que podem estragar qualquer passeio. Para isso, o detalhamento minucioso das despesas é indispensável. “É comum as pessoas fazerem cálculos apressados, sem considerar gastos além de transporte, alimentação e hospedagem. Muitos esquecem de prever despesas anteriores à viagem, como emissão ou renovação de passaporte, compra de roupas adequadas ao destino e contratação de seguro”, afirma o professor. “Isso sem falar nas lembrancinhas para os parentes e amigos na volta”, acrescenta.
Antecedência – Feitas as contas, é preciso saber se o total cabe no orçamento. Se a resposta for positiva, o passo seguinte é dividir o valor previsto pelo número de meses até as férias e iniciar uma poupança. O ideal, diz Savoia, é planejar com pelo menos um ano de antecedência. Ele recomenda o investimento dos recursos em aplicações de curto prazo (fundos DI, de renda fixa ou caderneta de poupança), em que há menor risco de perda. No caso dos fundos, alguns detalhes são importantes: verifique no banco ou com o gestor qual o período necessário para o saque (muitas vezes o resgate das cotas não é imediato) e o valor líquido da aplicação (descontadas taxa de administração e alíquota do Imposto de Renda).
A hora do roteiro – Feito o plano financeiro, é hora de escolher como montar o roteiro dos sonhos – por conta própria ou com a ajuda de agências e profissionais especializados. A coordenadora de projetos Nereida Yurika Nozu, que já fez vários cruzeiros marítimos e conhece lugares no Brasil e no exterior, há cinco anos procura o mesmo agente de viagens. “Já fui para o Nordeste, o Sul do País, Miami, Nova York e Canadá, sempre com auxílio profissional”, conta. Ela admite que não faz planejamento financeiro detalhado para as viagens, como recomendam os especialistas, mas diz que guarda mensalmente 10% do salário. “Com essa reserva, posso chegar à agência, escolher o roteiro e pagar à vista”, afirma.







