O setor têxtil deve encerrar o ano com superávit comercial de US$ 145 milhões. As exportações do segmento devem atingir US$ 1,2 bilhão, o que representa um crescimento de cerca de 3% sobre 2001. A expectativa para 2003 é de que o superávit comercial chegue a US$ 300 milhões. As informações foram divulgadas pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Skaf, durante coletiva na sede da associação.
O executivo disse que o resultado reflete a queda das importações e o aumento das exportações do setor. Segundo ele, as importações para o México caíram 39,18% até outubro. O mesmo ocorreu com Estados Unidos (-25,89%), Canadá (-39,80%) e Argentina (-32,87%). O desempenho das exportações foi prejudicado pela queda de 67,43% nas vendas para a Argentina até outubro, mas acabou compensado pelo aumento dos negócios com o México (40,24%), Estados Unidos (37,24%) e Canadá (9,03%).
Skaf disse ainda que o faturamento das companhias têxteis brasileiras deve crescer cerca de 4% este ano, atingindo US$ 23 bilhões. O presidente da Abit afirmou que a prioridade para o setor têxtil em 2003 continuará sendo a substituição das importações e o aumento das exportações, visando atingir a meta de superávit de US$ 300 milhões. Além disso, ele demonstrou preocupação com relação à criação de empregos.