ACE-Guarulhos

SESCON-SP aponta injustiças da CPMF

Ao participar nesta quarta-feira (9/5) de um encontro ,  na sede da FIESP, durante o qual  vários  setores da sociedade  lançaram  manifesto contra a provável  prorrogação da CPMF,  o presidente do SESCON-SP, José Maria Chapina Alcazar, justificou a participação do Sindicato das Empresas Contábeis e de Assessoramento na mobilização.

“Além de desrespeitar as diferentes capacidades  contributivas do brasileiro,  ela  está embutida nos custos de tudo que se consome e, por isso, quanto menor  o rendimento do contribuinte maior é o impacto  do imposto sobre o seu orçamento”, disse ele, frisando o caráter regressivo da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira.

“Se o governo se empenhasse em aplicar  inteligência e tecnologia para manter um  melhor controle dos gastos públicos, da mesma forma que tem agido ao  aparelhar o Fisco”,  – prosseguiu Chapina –  “com certeza não  precisaria buscar continuamente novas fontes de arrecadação  e nem alegaria a impossibilidade de abrir mão da receita gerada pela CPMF, como está fazendo agora”. 

Como exemplo  de que arrecadar mais acaba tendo pouca valia quando se gasta mal, ele aponta o caso da chamada máfia dos sanguessugas, que lesou em mais de R$ 110 milhões o Fundo Nacional de Saúde.

Lembrou também  os desvios da Previdência Social, um rombo que,  segundo relatório do Tribunal de Contas da União, consome  uma média anual de R$ 34 bilhões,  cifra superior aos  R$ 32 bi  amealhados pela própria CPMF em todo o País em 2006.

Durante a  manifestação desta quarta-feira, o Depecon – Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp divulgou um estudo revelando que o prejuízo com a CMPF para a sociedade pode chegar a R$ 8 bilhões ou 0,4% do PIB acumulado.

Sair da versão mobile