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Seguro contra apagão sobe R$ 0,0066 por kWh

Guarulhos, 27 de junho de 2003

A conta de luz dos consumidores está mais cara com o reajuste de 15,78% do seguro-apagão. A taxa, que era de R$ 0,0057 por kWh e passou para R$ 0,0066/kWh, serve para bancar o aluguel de usinas térmicas que produzem energia em caráter emergencial. O novo valor é válido até o mês de agosto.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pode alterar o valor do seguro-apagão a cada três meses. O aumento foi concedido porque os custos com o aluguel das usinas aumentaram. A Comercializadora Brasileira de Energia Elétrica (CBEE) ” empresa responsável pela contratação das usinas ” não informou o percentual de aumento do valor dos contratos das térmicas.

Segundo o presidente da CBEE, Ivaldo Frota, por mês o Governo gasta R$ 190 milhões para manter o aluguel das usinas térmicas, o que representa um gasto de R$ 2,28 bilhões por ano. Esse valor é gasto apenas com o aluguel das térmicas, que estão paradas e não deverão entrar em operação porque hoje os reservatórios estão bom nível de armazenamento e o país enfrenta o problema da sobra de energia.

“Esses contratos foram firmados durante uma outra realidade no setor elétrico. O país estava saindo do racionamento, e havia o temor de a escassez de energia voltar. Não há porque continuar bancando o alto custo desses contratos”, afirma o diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), Adriano Pires.

Ele defende que o Governo reveja esses contratos. No total, são 54 térmicas, com capacidade para gerar 1.828 MW de energia. O “seguro-apagão” é cobrado de todos os consumidores de energia elétrica no país, com exceção daqueles considerados de baixa renda.

Luís Alfredo Dolci