Segurança Pública é tema de debate em encontro de prefeitos
O prefeito Sebastião Almeida coordenou a mesa sobre Segurança Pública no segundo dia da Marcha Paulista em Defesa dos Municípios. O encontro foi realizado na manhã desta terça-feira (22) no auditório Franco Montoro, na Assembléia Legislativa, e também contou com as presenças do prefeito Emidio de Souza, de Osasco, e do assessor da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Antonio Carlos Estracine.
Em nome dos demais prefeitos, Almeida cobrou de Estracine maior diálogo com o governo do Estado nas questões relacionadas à pasta. O prefeito de Guarulhos lembrou que hoje as principais reivindicações se referem critério utilizado para a definição do número de policiais militares nas cidades. “Antes diziam que o correto era termos um policial para cada 250 habitantes. Agora as coisas não funcionam mais assim. Os prefeitos gostariam de saber com clareza como é definido o número de policiais militares em cada município”, destacou o prefeito.
Almeida também lembrou que hoje as Prefeituras contribuem com a Segurança Pública na cessão de funcionários, pagamento de aluguéis de prédios para a corporação, manutenção de veículos e até gasolina. “Os municípios deixam de investir na pavimentação de ruas, na iluminação pública e na construção de escolas para ajudar o Estado. Podemos ajudar, mas isso poderia ser feito por meio de convênios com o Estado para reduzir o peso dessas despesas no orçamento das Prefeituras”, disse Almeida.
Já o prefeito de Osasco ressaltou outra preocupação dos gestores públicos, que é a manutenção dos comandantes das policiais por mais tempo nas cidades. “As mudanças ocorrem de maneira muito rápida e a cidade às vezes não tempo sequer de conhecer essas pessoas”, afirmou Souza.
Outra questão abordada pelos prefeitos foi a atividade delegada, que foi chamada pelo ex-ouvidor da Polícia, Benedito Mariano, de “bico institucionalizado”. Almeida alertou para o perigo de a iniciativa se transformar em uma dor de cabeça para o Estado no futuro. “Hoje os policiais têm uma carga horária que respeita horários de descanso para que cumpram bem suas funções”, afirmou.
O assessor da Secretaria Estadual de Segurança Pública disse que vai levar todas as reivindicações dos prefeitos ao governador Geraldo Alckmin. Ele disse que São Paulo tem hoje uma das melhores polícias do mundo e que forma anualmente cerca de 2 mil novos homens para trabalhar nas ruas do Estado. “Sabemos que existe um déficit de policiais, mas isso não será resolvido rapidamente”, afirmou. “Temos feito investimentos muito altos na área da Segurança Pública”.
Estracine disse que o efetivo de policiais é definido de acordo com as necessidades específicas de cada município, mas prometeu levar a cobrança dos prefeitos para uma definição melhor desses critérios. “A polícia é apenas uma parte da Segurança Pública. Estamos fazendo uma reengenharia de nosso trabalho para atender a demanda das cidades. Ainda há muito a fazer nessa área”, afirmou o representante do Estado.





