Pesquisa divulgada, no último dia 20, pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) revela que 49% da população conhece a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Em comparação a maio, quando 42% sabiam do imposto, os dados registraram aumento do número de pessoas cientes do pagamento de 0,38% sobre o valor de cada movimentação bancária realizada, seja para quitar contas, impostos ou sacar dinheiro.
A pesquisa ouviu, entre 22 e 31 de agosto, mil pessoas em 70 cidades do país e nove regiões metropolitanas. A margem de erro é variável em três pontos percentuais.
Segundo Carlos Cavalcanti, economista-chefe do Ciesp, a falta de informação diminuiu em razão da campanha feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e por outras entidades – entre elas o Ciesp -, contra a prorrogação do tributo, mas, ainda assim, o desconhecimento é grande. “Se as campanhas acabarem, um mês depois ninguém mais sabe o que é CPMF. As pessoas não se dão conta, não percebem a existência do tributo, principalmente nas classes D e E, que são os desbancarizados”, diz.
A consulta Ipsos-Ciesp também revelou que 68% dos contribuintes são pelo fim da CPMF, sendo 5% favoráveis à continuidade da arrecadação como meio de geração de receita para o Estado. Outros 15% acreditam que o imposto deveria ser reduzido gradualmente até sua extinção.
Os dados também possibilitam observar o grau de informação sobre a CPMF entre diferentes classes sociais. No grupo A/B, o nível de conhecimento sobre o imposto chega a 76% das pessoas, enquanto na classe C atinge 56%, e nas D/E, 33%.
Quando avaliadas as disposições regionais sobre possíveis aumentos nos preços causados pela cobrança do imposto, 71% dos moradores da região Sudeste disseram que a CPMF ‘encarece o preço de venda dos produtos’ consumidos. Norte e Centro Oeste registraram o menor índice (49%), seguido pelo Sul (59%) e Nordeste (61%).