Rio fica com o ouro do PAN: R$ 1,4 bi
Os comerciantes do varejo e a rede hoteleira do Rio de Janeiro devem fechar o faturamento nos XV Jogos Pan-Americanos Rio 2007 em R$ 100 milhões cada. A estimativa é do comitê organizador do evento (CO-RIO), que calcula em R$ 5,2 bilhões todo o movimento financeiro relacionado com os jogos, incluindo investimentos estaduais, federais e municipais que chegaram a R$ 3,5 bilhões. Só os turistas deixaram R$ 1,4 bilhão na cidade
As empresas confirmam as cifras do comitê. Patrocinadora oficial dos jogos, com investimento total de R$ 10,6 milhões, a Olympikus informou que até meados de junho, antes da abertura oficial, no dia 12 de julho, havia vendido 347 mil peças da linha oficial de artigos licenciados (bonés, sandálias, bermudas, tênis e outros). Só essa comercialização chegou a R$ 6,8 milhões, faturamento que eles estimavam repetir durante o período dos jogos.
“Sempre acreditamos que os jogos Pan-Americanos seriam um grande impulsionador de vendas da marca”, disse o diretor da Calçados Azaléia S.A., detentora da marca Olympikus, que paga 10% de royalties sobre a venda dos produtos licenciados. Além disso, a empresa também investiu no fornecimento dos uniformes das delegações brasileiras.
Ainda no varejo direto, a rede de lanches rápidos Bobs atendeu, só nos dez primeiros dias, 500 mil pessoas. Com investimento de R$ 2,5 milhões, a empresa montou 97 pontos-de-vendas em 15 locais de competição, que consumiram 2,5 toneladas de carne, 150 mil latas de bebidas e 300 quilos de pães na preparação dos lanches, ao preço médio de R$ 12. De acordo com o diretor de marketing da rede, Flavio Maia, a operação do Bobs no Pan gerou 7 mil empregos diretos e indiretos.
Além da venda direta ao consumidor, também participaram dos negócios ligados aos jogos marcas que trabalharam só com reforço institucional, como a Odontoprev. A empresa, de acordo com a assessoria de imprensa, instalou infra-estrutura completa nos locais das disputas para atender todos os 1,2 mil atletas das 42 delegações. A Yamaha também apostou no evento esportivo. A companhia ofereceu motocicletas personalizadas para servir de apoio aos fiscais do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Os veículos também fizeram o transporte rápido de equipes de televisão e rádio.
Já o setor de hotelaria, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ) gerou 3,5 mil empregos diretos e indiretos com a movimentação de R$ 100 milhões no Rio 2007. No rastro dos hóspedes, a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) calcula que os 630 mil turistas atraídos pelos jogos deixaram na cidade R$ 1,4 bilhão.
Cidade – Para a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), o desempenho dos setores de comércio e serviços na exploração do evento foi decepcionante. De acordo com o presidente do Conselho de Varejo da Associação, Daniel Plá, o comércio de roupas de lojas finas da zona sul carioca esperava aumento de pelo menos 30% nas vendas. Ficou em 10%. O ramo de bares e restaurantes, que estimava crescimento de 50% no movimento, teve de se contentar com 15%. “Certamente, a crise aérea evitou que muitos turistas viessem ao Rio, e isso prejudicou o comércio na cidade”, disse.





