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Renan nega espionagem

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) negou na terça-feira, 9, ter qualquer envolvimento em suposta tentativa de espionagem contra os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO). O presidente do Senado afastou o seu assessor, Francisco Escórcio, acusado de ter proposto a instalação das câmeras que espionariam os senadores, além de abrir sindicância para investigar o fato.

“É mentira. Repito. É mentira! Não pedi, não ordenei, não autorizei, não deleguei, não encomendei nenhuma atrocidade como esta”, afirmou.

Calheiros ainda criticou a imprensa, classificando de mau jornalismo as acusações contra ele. “Em todos os momentos que as velhas denúncias vão ficando frágeis, vão caducando por inverídicas e ficando débeis por inconsistentes, busca-se uma nova trama para envenenar o ambiente e indispor-me com os senhores senadores e senadoras e alimentar artificialmente a crise”, disse.

Antes de Renan Calheiros ocupar a tribuna para fazer seu pronunciamento, os senadores Jefferson Péres (PDT-AM), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Eduardo Suplicy (PT-SP) haviam solicitado que o senador se afastasse da Presidência do Senado. Renan declarou que as denúncias eram esquizofrenias políticas a procura de um autor e que não recuaria.

O PSDB e o DEM anunciaram o encaminhamento de uma nova representação contra Renan por causa da denúncia de espionagem contra senadores dos partidos.

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