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Rússia suspende embargo à carne do Brasil

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, informou nesta quarta-feira que a Rússia decidiu suspender o embargo à carne brasileira. A suspensão foi determinada há oito dias devido a um foco de febre aftosa detectado no Pará.

– Hoje, às 7h, o secretário Linneu da Costa Lima, que chefia a missão brasileira na Rússia, me ligou dizendo que foi assinado um acordo liberando as exportações de carne do Brasil para a Rússia – disse Rodrigues.

Segundo ele, o governo russo reconheceu que o Pará não é um estado exportador e que o governo brasileiro está tomando todos os cuidados para preservar as demais regiões exportadoras do país. No entanto, devido a um acordo sanitário entre Brasil e Rússia, o Mato Grosso, que é vizinho ao Pará, continua proibido de exportar carne para a Rússia durante um período de 12 meses.

Ele disse também que o governo federal vai tentar reduzir o prazo estabelecido de doze meses para a quarentena. Essa exigência prejudica a exportação dos produtores do Mato Grosso, vizinhos à região infectada no Pará. Mato Grosso é responsável por 4,9% de toda a carne brasileira exportada para a Rússia.

– Vamos trabalhar em conjunto com o governo de Mato Grosso para mostrar que a cobertura vacinal desse estado é bastante rigorosa, bastante efetiva, não havendo, portanto, razão para que o embargo persista por muito tempo – anunciou o ministro.

O ministro afirmou que, possivelmente, o embargo russo à carne brasileira foi provocado por uma falha de comunicação, já que o país cumpriu as determinações da Organização Muncial de Saúde Animal (OIE), de informar ao organismo, em 24 horas, a existência de um foco de febre aftosa – os países exportadores de carne têm a obrigação de informar a existência da doença nos seus rebanhos.

Segundo ele, o país cumpriu as determinações, informando, no dia 17 de junho, à OIE a existência de um foco da doença no Pará. Tal informação, segundo Roberto Rodrigues, foi repassada, simultaneamente, à imprensa brasileira.

– Possivelmente, a OIE não tenha tido tempo de traduzir em todos os idiomas dos países membros a informação com a mesma agilidade que a imprensa. De modo que a informação chegou a alguns países antes da informação oficial da OIE. Eu penso que se nós tivéssemos informado alguns países compradores nossos, simultaneamente à OIE, teríamos evitado alguns problemas adicionais – explicou.

O ministro afirmou também esperar que o impasse com a Argentina, que também suspendeu as importações de carne brasileira, seja resolvido ainda nesta quarta-feira.

Martha Beck – O Globo
GloboNews TV

Agência Brasil

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