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Programa destina R$ 2,5 bilhões para empresas

Guarulhos, 02 de setembro de 2004

Um dia após o anúncio do crescimento recorde da economia, que cresceu 4,2% no acumulado dos seis primeiros meses do ano, muitos empresários e economistas já alertaram para o risco de que as empresas não consigam atender a esse crescimento, por falta de capacidade instalada.

Em alguns setores, alertam os empresários, as empresas já estariam trabalhando muito próximo de sua capacidade máxima, de forma que novos aumentos da produção só seriam possíveis através de investimentos adicionais em infra-estrutura.

Até mesmo alguns representantes do governo reconhecem o risco, que poderia interromper a trajetória de crescimento da economia nos próximos trimestres. Neste contexto, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, anunciou nesta quarta-feira (01/07) o Programa de Geração de Produção e Emprego (Progepem).

Financiamento de capital de giro

A linha busca garantir recursos para o financiamento de capital de giro das empresas, e se destina a empresas de todos os portes, desde que estejam operando com capacidade instalada ociosa. Traduzindo, o Progepem é uma linha de financiamento para dar condições às empresas que não atingiram o máximo de produção e manter suas atividades operacionais funcionando.

Aprovado nesta quarta-feira em reunião do conselho diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o programa deve disponibilizar R$ 2,5 bilhões para linhas com prazo de 24 meses e carência de 12 meses.

Empresas terão que atingir metas

Deste total, a maior fatia, cerca de R$ 1,3 bilhão, será destinada às micro, pequenas e médias empresas, ficando o restante com as empresas de grande porte. Com relação aos juros a serem cobrados, segundo informações da Agência Brasil, será usada como referência a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) acrescida de uma margem de 3,5% a 11% ao ano. Considerando que a TJLP se encontra em 9,75% isso implicaria em custos de 13,25% e 20,75%.

Em contrapartida, a empresa terá que cumprir metas de emprego e produção, que se atingidas permitirão a redução dos juros cobrados. O BNDES pretende dar preferência na liberação de recursos para alguns segmentos específicos da economia, como as empresas que participam de Arranjos Produtivos Locais (APLs), e as empresas que faliram e atualmente são administradas pelos próprios funcionários.

Fernanda de Lima