Próximo ano será de cautela para o comércio
O ano de 2003 será de cautela para o comércio varejista e os resultados serão parecidos com os de 2002, cuja expectativa de crescimento nas vendas é de 1,26%, afirmou o presidente da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), Abram Szajman.
“Não acreditamos em recuperação maior porque temos o inconveniente da inflação, que não é bolha, pois temos visto avanços contínuos no IGP e no IPC”, disse, ao apontar para um crescimento entre 1% e 1,5% nas vendas no próximo ano, mesmo patamar que ele prevê para crescimento do PIB.
Szajman manifestou preocupação com a pressão inflacionária, quem em sua avaliação traz efeitos mais perversos que os juros altos, e apontou que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve continuar na trajetória de aumento da Selic com vistas a conter a alta de preços. “Se a inflação não ceder, em janeiro os juros básicos poderão ir a 25%”, ponderou.
Para o presidente da Fecomercio, se a inflação continuar subindo, o comércio não vai bem em 2003. “Se juntarmos inflação em alta, que leva a perda do poder de compra corrói ainda mais a renda que já vem em que queda nos últimos anos, mais o crédito restritivo, os prazos de financiamento que vêm encurtando e os juros elevados, não vemos horizonte de compra a prazo.”







