PM confirma 15 mil na passeata Grito do Silêncio
A Polícia Militar confirmou: 15 mil pessoas participaram da passeata Grito do Silêncio, realizada na terça-feira no centro de São Paulo, e que deu início aos protestos do Dia da Independência. Organizada por 40 entidades, entre elas a Associação Comercial de São Paulo, a manifestação reuniu uma multidão indignada com a corrupção.
Se houve consenso entre os participantes da passeata quanto à lentidão das três CPIs para apurar as denúncias no governo Lula, faltou sintonia nas informações publicadas por jornais brasileiros quanto ao número de pessoas na manifestação. New York Times , Washington Post , Miami Herald e o Diário do Comércio informaram seus leitores com exatidão. A passeata reuniu 15 mil pessoas. Já a Folha de S. Paulo informou que apenas duas mil pessoas estiveram presentes, enquanto que o O Estado de S. Paulo publicou que 2.500 manifestantes foram à passeata. Para alguns sites, a participação foi de seis mil pessoas.
Momento – Para colocar um ponto final na guerra dos números, o Diário do Comércio procurou a Polícia Militar. As explicações foram dadas pelo capitão Fábio Leite, do setor de Comunicação Social da corporação. “Depende do momento em que cada repórter solicitou a informação. Quem publicou que a passeata reuniu dois mil ou 2 mil e 500 pessoas deve ter obtido a informação no final da passeata, quando milhares de pessoas já haviam saído da manifestação. Posso garantir que na praça da Sé, local do início da passeata, a passeata reuniu 15 mil pessoas.
Pelas explicações do capitão, por volta das 10 horas, quando a multidão estava reunida na praça da Sé, esperando o momento de sair em passeata até a praça Ramos de Azevedo, cada metro quadrado estava tomado por quatro pessoas. Na rua Boa Vista, no início da passeata, a multidão aumentou e continuou numerosa até a rua Líbero Badaró. Quando começou a chover, no início do viaduto do Chá, houve uma dispersão.
Quando a passeata chegou às escadarias do Teatro Municipal, já contava com um número reduzido. “As consultas da imprensa ocorrem em diversos horários e momentos. Isto justifica a informação da Folha , do Estado e dos sites quanto ao número de manifestantes”, explicou o capitão Fábio Leite.





