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Pequenos podem e devem anunciar

Guarulhos, 17 de setembro de 2004

À primeira vista, publicidade é assunto que se discute apenas dentro de grandes empresas. Mas a realidade é outra. Para cada porte de empreendimento há um prestador de serviços compatível e interessado em criar um ambiente de negócios tão amplo quanto aquele estruturado pelas grandes.

No caso específico da propaganda, o mesmo acontece. Existem agências especializadas em atender a demanda de projetos enxutos e eficientes, o que na prática se traduz em custos compatíveis ao faturamento das micro empresas.

Marketing de guerrilha – Luciano Santos, proprietário da Blend Comunicação, sediada na capital paulista, conhece bem as condições dos negócios pequenos. Após atuar como publicitário em agências e praticar suas habilidades em promoção em prol de uma estamparia que criou, resolveu voltar ao ramo do marketing montando a própria agência há quatro anos. “A pequena empresa deve fazer o que chamamos de “marketing de guerrilha', ou seja, usar seu conhecimento e força local para conquistar o consumidor da região”, afirma.

Para ele, as agências de pequeno e médio porte têm prática na busca de mídias especializadas e outros recursos de comunicação que cabem no bolso do empresário. “Há jornais, revistas e sites de bairros que são lidos pela população que busca serviços e produtos na região em que mora. Se o objeto comercializado é voltado a um público específico, há canais de comunicação com esta comunidade, como associações e grupos de discussão. O nosso trabalho é reconhecer estes canais e desenvolver projetos de comunicação”, diz. O publicitário cita como exemplo a sinalização que traz informações de utilidade pública e menciona o estabelecimento comercial ao mesmo tempo.

Publicidade não é despesa – Santos acredita que sempre há uma solução cabível. “O custo da publicidade não deve ser visto como despesa, mas como investimento. O retorno existirá para um projeto de comunicação bem planejado”, diz.

A ABC&Z Publicidade, também de São Paulo, produz campanhas de publicidade que apresentam custos médios entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. “Muitas vezes o pequeno empreendedor cria um fundo de propaganda para a empresa, economiza dinheiro e aplica na mídia errada. É comum ouvir de empresários que investiram, por exemplo, em revistas como a Veja São Paulo ou os jornais Folha de São Paulo ou Estado de São Paulo e depois não foram capazes de atender à demanda de serviço gerada pela publicidade”, explica Marcel Antunes, publicitário e sócio-diretor da agência ABC&Z.

Veículo certo – Ele afirma que a estrutura da corporação a ser divulgada precisa ser levada em conta no momento da escolha do canal de comunicação. “Uma única linha telefônica para atender clientes e poucos colaboradores é mau sinal para o empreendedor que espera obter retorno de anúncios em grandes veículos de comunicação. Corre-se o risco de não conseguir atender à demanda e ficar com a imagem desqualificada”, afirma.

Simples – Antunes diz que ações simples como produção catálogos e panfletos sob a orientação de especialistas em marketing dão ótimo retorno para uma pequena empresa. “Toda e qualquer ação que visa anunciar em paralelo com propagandas torna-se uma arma poderosa para a conquista e o reconhecimento do consumidor” , diz o publicitário. Nessa linha, a Associação Brasileira das Agências de Publicidade, Abap, lançou uma cartilha com dicas para as pequenas e médias empresas que desejam anunciar.

Juliana de Moraes