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Pequenos negócios aquecem economia das cidades litorâneas

Guarulhos, 20 de janeiro de 2014

O turismo nas cidades litorâneas provocou nos últimos anos forte impacto na chamada economia de praia. Entre 2005 e 2012, a abertura de pequenos negócios nas principais cidades litorâneas do país cresceu 175%, segundo levantamento do Sebrae. “Em 2005, eram 25,5 mil pequenos negócios envolvidos com a venda de produtos e serviços na praia. Em 2012, esse número ultrapassou a casa dos 70,3 mil” contabiliza o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Segundo o presidente, as atividades ligadas ao artesanato e à alimentação foram as que tiveram o melhor desempenho durante o período analisado. A quantidade de formalizações entre os artesãos que fabricam bijuterias e suvenires cresceu 363%. Já os empreendimentos de micro e pequeno porte que trabalham com alimentação tiveram um aumento de 165%, impulsionado pela formalização dos ambulantes – de 198, em 2005, passou para 2,4 mil, em 2012, ou seja, um aumento de quase 1.120%.

Somente na cidade do Rio de Janeiro, o número de estabelecimentos que se beneficiaram dos turistas atraídos pelo verão e pelas praias passou, no período analisado, de 9,7 mil estabelecimentos de pequeno porte – aqueles que faturam até R$ 3,6 milhões anualmente- , para quase 26 mil, em cinco anos. As atividades beneficiadas vão desde alimentação e hospedagem até passeios de barco e produção de bijuterias.

A orla carioca reúne mais de 900 barracas que, juntas, geram R$ 1,53 milhão por mês. De acordo com outro estudo feito pelo Sebrae, os quiosques têm, em média, três ajudantes e beneficiam cerca de 12 mil famílias. Essa pesquisa foi realizada entre 2009 e 2012, como parte do projeto Praia Legal, iniciativa da instituição e parceiros como a Secretaria Municipal de Ordem Pública e a Associação do Comércio Legalizado de Praia (Ascolpra).

Como a praia é um dos símbolos mais fortes da cidade, os donos dos quiosques sabem que um detalhe a mais pode representar uma grande diferença no faturamento e, por isso, se esmeram para surpreender os turistas com serviços diferenciados e, assim, fidelizar o cliente.

À frente de uma barraca na areia do Leblon, um dos pontos mais nobres da orla, Vanda Pires, que se formalizou há cerca de três anos como Microempreendedora Individual (MEI), trabalhadora autônoma com receita anual de até R$ 60 mil, oferece mimos a clientes preferenciais. A ex-comissária de bordo e seus três filhos, cada um com sua barraca, têm a vantagem de atender os estrangeiros em três idiomas: inglês, francês e alemão.