As expectativas dos empresários das micro e pequenas empresas paulistas para 2005 são otimistas, incluindo aumento no faturamento, crescimento da atividade econômica e mais contratações.
Pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP), com o objetivo de identificar o que os empreendedores esperavam deste ano, apurou que metade acredita no aumento do nível da atividade econômica em 2005 e quase 60% avaliam que o faturamento de sua empresa vai crescer. De acordo com os números, apenas 5% do total de empreendedores apostam na queda do faturamento.
O ano de 2004 fechou com balanço positivo em relação aos principais indicadores econômicos: crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de cerca de 5%, saldo comercial de US$ 33,7 bilhões, bons resultados no nível do emprego e da renda real efetiva do trabalhador, que cresceu 3,7%, na comparação de novembro/04 com novembro/03. Para 2005, projeta-se um crescimento menor do PIB, que deve ficar entre 3,5% e 4% e o IPCA (Índice Preços ao Consumidor) deve ficar perto de 5,7%.
Nesse cenário, 92% dos empresários não prevêem queda no faturamento: 58% apostam em crescimento e 34% na manutenção. Em relação ao número de funcionários, 95% não esperam diminuição. O número dos que apostam na manutenção é alto: 69% acreditam que vão terminar o ano com a mesma quantidade de empregados. E 26% dos entrevistados acreditam que vão contratar. O mesmo porcentual aposta também no aumento dos salários. Bom sinal, já que mais dinheiro circulando é boa notícia para os pequenos negócios, que são dependentes, em sua maioria, do mercado interno.
Para aproveitar os indicadores favoráveis, os empresários já definiram estratégias para este ano. A mais citada – por 36% dos entrevistados – entre várias é aperfeiçoar produtos ou serviços. Em segundo lugar – 23% dos empresários -, está aumentar o mix de produtos e serviços, oferecendo novidades.
A substituição de fornecedores foi a terceira estratégia mais apontada. Segundo o departamento de Pesquisas Econômicas do Sebrae-SP, o uso dessa estratégia é explicado pela preocupação das empresas com a evolução dos seus custos.
No ano de 2004 os preços ao consumidor subiram 7,6% (IPCA-IBGE), mas no atacado a alta foi maior: 14,7% (IPA-FGV). De fato, uma das principais preocupações dos empresários dos pequenos negócios, para 2005, é a pressão de custos: para 63% das MPEs os custos com insumos materiais e mercadorias deverá continuar aumentando.
O Estado de São Paulo possui cerca de 1,3 milhão de micro e pequenas empresas (MPEs), o que representa 99% das empresas paulistas. 43% das MPEs estão no comércio. O setor de serviços possui 31% das MPEs, a agropecuária 14% e a industria 12%.
A íntegra da pesquisa está no portal da entidade www.sebraesp.com.br