Parceria traz US$ 51 milhões em crédito para empresas
O volume de crédito para pequenas, médias e grandes empresas ganhará um reforço de R$ 51 milhões. O dinheiro virá da parceria feita entre o banco ABN AMRO Real e o Institute Finance Corporation (IFC) – braço financeiro do Banco Mundial voltado para o investimento no setor privado. A parceria anunciada pelas duas instituições, tem por objetivo financiar projetos socioambientais e de governança corporativa de empresas preocupadas com o meio ambiente.
“Uma empresa preocupada em adotar boas práticas sociambientais em geral representa um risco de crédito menor do que outra que não tem essa mesma identidade”, diz Fábio Barbosa, presidente do ABN AMRO.
A idéia de premiar com linhas de crédito as empresas com esse foco social vem ao encontro da política adotada pelo banco há alguns anos de avaliar socialmente a empresa na hora de conceder um empréstimo.”Temos incorporado esse conceito no dia-a-dia do banco”, diz Barbosa.
Recursos – Dos US$ 51 milhões que estarão sendo injetados no País pelo IFC, US$ 21 milhões serão direcionados ao financiamento de projetos socioambientais, como tratamento de água e de lixo ou recuperação de solos contaminados, por exemplo. O prazo é de até dez anos com carência de três para pagamento do valor principal.
Para as empresas com administração familiar com projetos na área de governança corporativa foram reservados US$ 25 milhões. O prazo de pagamento é de até sete anos com dois de carência para o principal.
Os restantes US$ 5 milhões estarão à disposição das empresas com projetos de melhoria ambiental ou de produção mais limpa, entre outros. Devem ter, ainda, indicadores de sustentabilidade, ou seja, eficientes na economia de água, energia e ter baixa geração de resíduos. O prazo é de 5 anos com carência de 18 meses para o principal.
Os recursos serão repassados pelo IFC ao ABN AMRO, que criou três linhas de financiamento específicas. É a primeira linha de crédito nesse sentido feita pelo IFC com o Brasil. Xavier Jordan, diretor da IFC em Washington, diz esperar que “outros bancos também adotem essa política de crédito socioambiental”. Ele também não descartou novos aportes, caso a procura seja alta.
Roseli Lopes







