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Para a maioria, o desemprego é a causa do calote, diz pesquisa

O desemprego ainda é a principal causa da inadimplência. Esta é a conclusão de pesquisa realizada pelo Instituto de Economia “Gastão Vidigal” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) durante o mês de junho, junto a consumidores que procuram o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Para 51% dos entrevistados, o desemprego foi apontado como causa do não pagamento de seus débitos e para 15% deles a razão alegada foi o fato de terem sido fiador ou avalista.

Do universo de entrevistados, 49% – quase a metade, disseram que continuam desempregados. Entre os que têm emprego, no entanto, 54% disseram possuir carteira assinada, o que é mais do que se verifica no mercado de trabalho, onde apenas cerca de 40% tem registro.

O setor de serviços é o que se apresenta como o maior desempregador, com 43% das respostas, ao contrário do que ocorreu no início do Plano Real quando o setor absorvia os trabalhadores demitidos pela indústria.

Segundo a pesquisa, o perfil do inadimplente pode ser definido como 57% do sexo masculino; 72% com idade entre 21 e 40 anos; 55% com renda familiar de R$ 700 a R$ 2 mil, 16% por ter adquirido roupas e calçados; 15% pela compra de eletrodomésticos e 14% de móveis, o que responde por 55% ou mais da metade dos bens adquiridos. O prazo de quatro meses responde por 51% dos financiamentos não quitados; mesmo percentual que se aplica ao carnê ou cartão de loja como forma de obtenção de crédito.

O setor de comércio registrou 31% dos inadimplentes, sendo que 37% dos pesquisados possuíam mais de três carnês.

Segundo analisou Alencar Burti, “é preocupante que a maior causa da inadimplência ainda continua ser o desemprego, pois não se vislumbra a curto prazo mudança na situação”.

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