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Papelarias têm alta com volta às aulas

O setor de papelarias vai poder contar com uma “mini volta às aulas”, durante a última semana de julho e primeira de agosto. O aumento nas vendas das lojas neste período é de em média 10% a 15%, em relação a um mês normal, segundo o diretor de marketing e comunicação da Rede Nacional de Papelarias Brasil Escolar, Said Tayar.

Esse impacto nos negócios, entretanto, corresponde a apenas 10% a 20% do movimento de volta às aulas do início do ano. De qualquer maneira, é um incentivo principalmente para papelarias que fornecem material para escolas da rede particular de ensino, porque a rede pública geralmente não exige compra de material escolar no meio do ano, afirma Tayar.

Na Confecções e Bazar Monily Ltda., as vendas aumentam cerca de 15% a 20% no período de mini volta às aulas, em relação a um mês normal. De acordo com a proprietária, Mônica Patrícia Ruibal Sanchez, esse crescimento é impulsionado principalmente pela venda de uniformes escolares, que também é feita pela papelaria, e que registra bom desempenho em épocas de troca de estação.

Ela destaca que as vendas no mini volta às aulas vêm caindo em torno de 2% ao ano desde que a papelaria foi inaugurada, há 28 anos. “Em tempos de crise, as pessoas aproveitam o material até o fim”, diz.

O proprietário da Papelaria Aliança Ltda., Sidney Fusco, conta que os negócios da loja crescem de 10% a 20% no período, ante um mês normal. “O pessoal está sempre precisando de algum material que foi danificado ou perdido”, observa. Nesta época, a papelaria vende principalmente lápis de cor, caderno e caneta, produtos “de uso contínuo, que precisam de reposição”, explica.

Apesar de os itens para escritório e suprimentos de informática serem o enfoque da Papelaria Marabá Ltda., representando cerca de 70% do seu mix de produtos, as vendas de material escolar no estabelecimento têm um incremento de 20% no final de julho e começo de agosto, comparadas às de um mês normal, informa o proprietário, Miguel Hirata.

O presidente da Brasil Escolar, Alfonso dos Santos Theiss, ressalta que esse aumento nas vendas compensa a queda normalmente registrada em junho e na primeira quinzena de julho, porque em fim de semestre não se compra muito material escolar.

“É um momento de alívio”, comenta. Nesse período difícil, as vendas de material de escritório e informática continuam estáveis, e sustentam as papelarias. “Nesta volta às aulas, a participação do material escolar nas vendas das papelarias cresce de 20% a 30%, em comparação a um período normal”, completa.

Mila Marque

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