ACE-Guarulhos

Os prejuízos da pirataria

A indústria de vídeos vendeu aproximadamente 2 milhões de unidades a menos para seus distribuidores no primeiro trimestre de 2008 em relação a igual período do ano passado. A queda resulta do fato de as locadoras terem reduzido seus pedidos em 600 mil filmes, enquanto o varejo em geral diminuiu as compras em 1,5 milhão de unidades. Os números são da União Brasileira de Vídeo (UBV) e foram apresentados ontem durante debate promovido na Assembléia Legislativa de São Paulo.

De acordo com Tânia Lima, diretora-executiva da UBV, o problema da pirataria no setor começou a “fugir do controle” em 2006. Na época, segundo ela, a produção de aparelhos de DVD cresceu 38%. No mesmo período, as vendas dos filmes tiveram queda de 2%. As perdas foram ainda mais expressivas em 2007, quando o mercado de distribuição dessa mídia despencou 28%. “Os maiores prejuízos foram sentidos na ponta, pelas locadoras. Já chegamos a ter 16 mil estabelecimentos em operação. Hoje, não passam de 8 mil”, afirmou a representante da entidade.

A diretora da UBV disse que o consumidor de pirataria é o maior culpado pela perda de grandes parcelas do mercado – por fabricantes e distribuidores. “Falta ética na sociedade. As pessoas têm de perceber que comprando produtos piratas incentivam o crime.”

Não é só o mercado de vídeo acumula perdas. No ano passado, a indústria da música registrou queda de faturamento de 31,2% ante 2006. As vendas de CDs e DVDs musicais renderam, em 2007, R$ 312,5 milhões. Em 2000, o mercado faturou R$ 891 milhões.

Andrea Matarazzo, secretário de coordenação das subprefeituras de São Paulo, afirmou que a atual administração municipal continuará a combater os ambulantes e shoppings “de muamba”. “É preciso acabar com a idéia de que o ambulante é um coitadinho. A venda de pirataria não é diferente da de drogas ou de armas: serve para financiar o crime organizado”, afirmou o secretário.

Sair da versão mobile