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O&M nas empresas

Entre os anos 70 e 80, os profissionais da área de O&M (Organização e Método) eram presença constante na maior parte das empresas brasileiras. A partir de então, mudanças começam a acontecer. Analisando os resultados de uma pesquisa realizada no final dos anos 90 pela revista de Administração de Empresas – EAESP/FGV, observei claramente a transformação ocorrida no mercado de trabalho com relação aos profissionais de O&M.  Isso aconteceu devido aos novos modelos de gestão que passaram a ser adotados pelas empresas.

A idéia de um profissional polivalente, com maior autonomia e tomando responsavelmente algumas decisões mostrou-se muito atraente. Esse fator aliado à evolução da Tecnologia da Informação motivou a absorção da função de O&M em algumas empresas pelos analistas de sistemas. A situação se fortificou com o aumento da utilização dos modelos de gestão integrados (ERP – Enterprise Resource Planning), que possuem formatação genérica de trabalho, aplicando-se aí a mão de obra dos analistas em TI, sugerindo alterações nos processos para conseguir aderir com sucesso aos novos sistemas informatizados, assim como os profissionais de áreas como RH e gestão de qualidade assumiram  também o papel de organizar e criar metodologias de trabalho.

Atualmente há empresas que seguiram a tendência apresentada pelas demais organizações e eliminaram o profissional de O&M do seu quadro de funcionários, entretanto, continuam trabalhando de maneira tradicional, com um estilo centralizador para tomada de decisões. Este cenário é preocupante, pois sem nenhum monitoramento, os processos dentro dos departamentos perdem a padronização.

A particularização das atividades sustenta os colaboradores que retém totalmente o conhecimento e acabam se tornando “insubstituíveis” dentro de sua área.

Para mudar não será necessário voltar aos anos 80 e contratar um profissional de O&M para arrumar a casa. Temos a opção de investir em T.I e implantar um ERP. Essa atitude motiva a revisão dos processos em toda a empresa e devolve a padronização das tarefas. Mas não é apenas isso, para ser realmente efetivo e aproveitar a oportunidade, a empresa pode optar por atribuir a função de O&M para os gestores de cada área ou manter essa atividade com os analistas de sistemas, tendo em mente que a revisão periódica dos processos é vital para a continuidade da organização. Na realidade, o O&M não acabou, se modernizou.

Renê Molina
Consultor Executivo

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